A valorização do café no mercado internacional tem levado a consequências inesperadas no Brasil. Em Minas Gerais, maior produtor nacional do grão, criminosos têm roubado café direto das lavouras, aproveitando-se da alta dos preços e da vulnerabilidade dos produtores.
De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o preço do café arábica subiu mais de 20% nos últimos meses, impulsionado por problemas climáticos, alta nos custos de produção e uma crescente demanda global. Com a saca do grão atingindo valores recordes, o produto se tornou um alvo valioso para ladrões.
Produtores de municípios como Patrocínio, Três Pontas e Varginha relatam um aumento significativo nos furtos. “Eles entram de madrugada, colhem o café ainda verde e fogem antes do amanhecer. Isso nos causa um prejuízo enorme”, conta João Batista da Silva, cafeicultor de Três Pontas. Segundo ele, o crime não se restringe apenas à colheita ilegal, mas também ao roubo de sacas já processadas.

A recente alta nos preços do café no mercado internacional tem desencadeado uma onda de furtos nas lavouras de Minas Gerais, principal estado produtor do grão no Brasil. Com a saca de 60 quilos cotada acima de R$ 2.500, o café tornou-se um alvo valioso para criminosos, que agora invadem plantações para colher os frutos diretamente dos pés.
Produtores das regiões do Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Zona da Mata têm relatado perdas significativas devido a esses furtos. A maioria dos afetados são agricultores familiares, para os quais qualquer prejuízo impacta diretamente no orçamento anual. Além das perdas materiais, há uma crescente preocupação com a segurança no campo.
As autoridades estão cientes do aumento desses crimes. A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou uma audiência para discutir medidas de prevenção e combate ao roubo de safras de café, visando proteger produtores e trabalhadores rurais.
A valorização do café é resultado de fatores como condições climáticas adversas e aumento da demanda global. Em janeiro de 2025, o preço do café atingiu valores recordes, com a saca cotada em média a R$ 2.315,44, um aumento de 6,9% em relação ao mês anterior e de 75,8% comparado a janeiro de 2024.
Diante desse cenário, produtores estão investindo em medidas de segurança, como instalação de cercas, sistemas de monitoramento e contratação de vigilância privada, na tentativa de proteger suas lavouras e minimizar os prejuízos causados pelos furtos.
Para ilustrar a gravidade da situação, um vídeo recente mostra criminosos roubando pés de café em uma propriedade mineira:
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