Campo Grande acorda, mais uma vez, com a dor de uma tragédia que poderia ter sido evitada. Vanessa Ricarte, jornalista de 42 anos e servidora do MPT-MS, foi brutalmente assassinada a facadas pelo próprio companheiro, o músico Caio Nascimento. O crime aconteceu na noite desta quarta-feira (12), dentro da casa da vítima, no Bairro São Francisco.
O detalhe que mais revolta? Vanessa havia procurado ajuda horas antes. Foi à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, denunciou a agressão e registrou um boletim de ocorrência. Fez o que a lei manda. Confiou no sistema. Mas de que adiantou? A tragédia aconteceu de qualquer forma.
E não foi por falta de alerta.
O assassino já tinha 11 registros de violência. Onze. É difícil até escrever esse número sem que o sangue ferva. Como alguém com esse histórico ainda estava solto? Para matar?
E então vem a velha conversa da medida P R O T E T I V A, que não protege nada…..
Quantas vezes já se falou que isso é só um pedaço de papel? Serve para acalmar a consciência do Estado, mas não protege vida alguma. Dias atrás, acompanhei uma mulher próxima a mim à delegacia para pedir essa "tal proteção". Foi negado acredita? Disse que ela "titubeou" nas respostas. Como uma vítima de violência, ainda em choque, poderia falar com firmeza?

O Brasil precisa parar de brincar de fazer lei. Precisa parar de brincar de soltar bandido. Não adianta a polícia prender em flagrante se a justiça tem coragem de soltar depois.
E agora, o que farão? Terão a audácia de libertar mais um assassino?
Caros leitores, desculpem o Tom, mas é impossível reagir a mais uma tragédia como essa com outro sentimento que não seja a indignação. Chega de discursos vazios, chega de leis brandas, chega de assassinatos anunciados. Espero, sinceramente, que desta vez a justiça tenha coragem de fazer seu papel.
O caso de Vanessa é mais um retrato da violência que assola o Brasil. Um país onde a vida das mulheres é desvalorizada, onde a impunidade impera e onde a justiça se mostra leniente com os agressores.
É preciso parar de brincar de fazer lei e parar de brincar de soltar bandido.
É preciso que a justiça seja mais rigorosa, que as penas sejam mais severas e que os agressores sejam responsabilizados por seus crimes.
Todos lamentamos profundamente a morte da colega de profissão e se solidariza com a família de Vanessa Ricarte. Que a sua morte não seja em vão e que sirva de alerta para a necessidade de ações concretas no combate à violência contra a mulher.
Vanessa não precisava ter morrido. Mas morreu. E amanhã? Quantas Vanessas mais?
Créditos: Alicia Reis - Conteúdo MS
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