O deputado federal Sanderson (PL-RS) protocolou, em 1º de abril de 2025, um projeto de lei que visa proibir o governo federal de custear despesas de viagens, como passagens e hospedagens, para primeiras-damas. Embora o texto se refira genericamente a todas as primeiras-damas, a iniciativa tem como foco principal Rosângela da Silva, conhecida como Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta surge em meio a debates sobre os gastos públicos relacionados às viagens internacionais de Janja. Em março de 2025, por exemplo, a primeira-dama viajou a Paris para participar da cúpula da iniciativa Nutrition For Growth (N4G). A comitiva, composta por quatro assessores, gerou um custo de R$ 18.041,80 em diárias aos cofres públicos, sem incluir despesas com passagens aéreas.
Anteriormente, em fevereiro, Janja esteve em Roma, integrando uma comitiva de 12 pessoas para compromissos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Os gastos preliminares dessa viagem foram estimados em pelo menos R$ 140 mil, valor que não inclui as diárias da primeira-dama nem as passagens de dez dos 12 membros do grupo.
Em contrapartida, o Palácio do Planalto informou que a viagem de Janja ao Japão não resultou em custos adicionais para o governo. Ela viajou em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) junto à equipe precursora e ficou hospedada na residência oficial do Brasil em Tóquio. Além disso, por não ser servidora pública, Janja não recebe diárias.
A iniciativa do deputado Sanderson reflete as preocupações de setores da oposição quanto à transparência e ao uso de recursos públicos nas atividades da primeira-dama, especialmente em um contexto de austeridade fiscal. O projeto de lei ainda será analisado pelas comissões pertinentes antes de seguir para votação no plenário da Câmara dos Deputados.
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