O deputado estadual Zé Teixeira (PL) acredita que a imposição do fim da escala 6x1 representa um risco imediato aos empregos formais e à economia de Mato Grosso do Sul. O parlamentar aproveitou o debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criticar a medida no Plenário da ALEMS. Na opinião de Zé Teixeira, o projeto, que enfrenta forte resistência das lideranças do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), é uma proposta populista.
Entidades estimam que a aprovação da PEC eleve o custo das empresas em 22%, com a ampliação do quadro de funcionários e encargos trabalhistas para cobrir os dias de folga. "A criação de novos custos operacionais insustentáveis vai sufocar ainda mais o setor produtivo, responsável pela geração dos empregos no País", afirma Zé Teixeira. O aumento deve refletir no bolso do consumidor. Setores estratégicos, como o supermercadista, projetam um impacto de até 10% nos preços das prateleiras, gerando um efeito em cadeia que pressiona a inflação.
O deputado defende que os funcionários tenham mantidos os direitos trabalhistas já existentes, mas que passem a ser remunerados pela produtividade, com a chance de livre negociação salarial. Zé Teixeira adverte ainda que a medida, em tramitação no Congresso Nacional, deve acelerar a automação eliminando postos de trabalho nas indústrias, no comércio e nas lavouras. "Vivemos em um tempo em que as fábricas foram robotizadas, os bancos estão automatizados e o varejo enfrenta a concorrência de gigantes do comércio online, como Shopee e Mercado Livre", comenta.
O deputado Zé Teixeira ressaltou ainda que todos os ramos do setor privado serão penalizados, mas não haverá impactos no serviço público. "No Legislativo, no Executivo e no Judiciário, a escala de trabalho já é 5x2 ou até menos, em alguns casos. Mais uma vez, o Congresso poderá penalizar quem produz e gera emprego e renda neste País", destaca o parlamentar.
O deputado Zé Teixeira explica que, no agronegócio, as janelas de plantio e colheita dependem de fatores climáticos e biológicos, e não pausam por decretos. "Esse engessamento vai prejudicar desde o pequeno produtor, que tem um ou dois funcionários na fazenda, até o grande. O resultado é que vai encarecer os alimentos nos mercados e impactar o orçamento da população. O fim da escala 6x1 é uma medida eleitoreira", finaliza Zé Teixeira.
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