Representantes da enfermagem e parlamentares transformaram a sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Enfermagem, realizada nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, em um ato de cobrança política. O foco central do debate foi a exigência de que o Senado Federal paute e aprove a Proposta de Emenda à Constituição 19/24 , que estabelece a jornada de trabalho de 36 horas semanais para a categoria e assegura a aplicação plena do piso salarial.
O autor do requerimento para a sessão, deputado Bruno Farias (Republicanos-MG), destacou que os profissionais vivem um momento de exaustão e falta de reconhecimento efetivo por parte dos gestores.
“Não há o que comemorar. A enfermagem pede socorro porque não aguenta mais sofrer. Temos R$ 11 bilhões aprovados para o piso e estão sendo usados apenas R$ 8 bilhões. O recurso existe, falta sensibilidade política”, afirmou o parlamentar.

Impacto da jornada e do piso
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), também autora do pedido para realização da sessão, denunciou manobras que estariam reduzindo o valor nominal do piso salarial por meio da aplicação de jornadas de 44 horas semanais. Segundo ela, a aprovação da PEC 19/24 é a única forma de garantir a dignidade salarial e impedir que gratificações sejam incorporadas para mascarar o não pagamento do valor base.
“O piso é lei e precisa ser cumprido. Inventaram o denominador de 44 horas para diminuir o valor do piso. Isso é uma fraude”, declarou Alice Portugal. A deputada também ressaltou a importância da mobilização junto ao Senado para que a proposta seja votada rapidamente em regime especial.

Ministério da Saúde
Representando o Ministério da Saúde, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, apresentou dados da demografia da enfermagem no Brasil. Segundo ele, a categoria representa 70% da força de trabalho da saúde no país, sendo composta em 87% por mulheres.
Proenço citou também ações da pasta para apoiar os profissionais:
Sobrecarga
A conselheira federal do Cofen, Helen Márcia Perez, reforçou que a enfermagem move a saúde do Brasil, mas enfrenta violência e sobrecarga.
“Valorizar a enfermagem significa garantir descanso digno e enfrentar a exaustão permanente. Quem move a saúde move o país, e merece mais do que aplausos”, pontuou.
Já a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano, lembrou que, além do piso, é urgente o cumprimento da lei do descanso para profissionais em instituições públicas e privadas.
Também participaram da sessão a senadora e enfermeira Roberta Acioly (Republicanos-RR), os deputados Jorge Solla (PT-BA), Zé Neto (PT-BA) e Erika Kokay (PT-DF), além de representantes da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e dos conselhos regionais.
Câmara Repasse de recursos de Vorcaro a Flávio Bolsonaro reforça pressão por CPI do Banco Master
Câmara Especialistas divergem sobre a constitucionalidade da redução da maioridade penal
Câmara Câmara aprova marco legal do transporte público coletivo
Câmara Governo quer fim da escala 6x1 e redução de jornada sem transição, afirma Boulos
Câmara Base do governo critica Flávio por pedido a Vorcaro para financiar filme
Câmara Frentes parlamentares criticam fim da "taxa das blusinhas" e apontam concorrência desleal Mín. 12° Máx. 25°
Mín. 18° Máx. 25°
Tempo nubladoMín. 18° Máx. 27°
Chuvas esparsas
Deputado Federal Rodolfo Nogueira Rodolfo Nogueira convocará ministro da Agricultura após escassez de vacinas veterinárias no país
Vereador Herculano Borges Debate Público Maio Laranja reforça combate ao abuso infantil e mobiliza rede de proteção em Campo Grande
Alípio Neto “Puro interesse em votos, depois tchau”, diz mulher ao criticar atuação de Catan envolvendo a Cassems
Deputado Gerson Claro Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel