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Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel

Ao abordar o tema, Gerson destacou que é preciso cautela diante de soluções consideradas simplistas para problemas complexos.

24/03/2026 16h31 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Redação
Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel

Durante a sessão plenária desta terça-feira (24), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro, fez um posicionamento firme contra propostas que defendem a retirada do ICMS sobre o diesel como resposta imediata à alta dos combustíveis. Para ele, medidas desse tipo ignoram o impacto direto nas contas públicas e comprometem a capacidade do Estado de honrar seus compromissos.

 

Ao abordar o tema, Gerson destacou que é preciso cautela diante de soluções consideradas simplistas para problemas complexos. “Tenho muita preocupação com soluções milagrosas. Parece fácil dizer ‘tira o ICMS e resolve’, mas é nosso dever mostrar as contas e a realidade”, afirmou.

 

O presidente da ALEMS ressaltou que a eventual retirada do imposto representaria uma perda de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em receita para o Estado. Segundo ele, esse montante comprometeria diretamente despesas essenciais. “Isso significa colocar em risco o pagamento do décimo terceiro dos servidores, inviabilizar a revisão geral anual e reduzir a capacidade de investimento do Estado. Não existe mágica na gestão pública”, pontuou.

 

Gerson Claro também reforçou que a medida esbarra em limites legais, especialmente no que diz respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a renúncia de receitas já constituídas, sobretudo em ano eleitoral. Ele fez questão de diferenciar políticas de incentivo fiscal da retirada de receitas já previstas no orçamento. “Uma coisa é o benefício fiscal planejado, que atrai investimentos e gera desenvolvimento. Outra, completamente diferente, é abrir mão de uma receita que já está comprometida com despesas obrigatórias, inclusive com os municípios”, explicou.

 

Para o parlamentar, o debate precisa ser conduzido com transparência e responsabilidade. Ele defendeu que qualquer proposta que envolva redução de receita venha acompanhada de alternativas concretas para compensação. “Se a ideia é retirar o ICMS, é preciso dizer claramente de onde virá o recurso para manter o funcionamento do Estado. Sem isso, estamos apenas transferindo o problema”, afirmou.

 

Gerson concluiu reforçando sua posição contrária à medida, alertando para o risco de decisões motivadas por pressões momentâneas. “Essas soluções mágicas, muitas vezes com viés eleitoreiro, não resolvem o problema da administração pública. Não se pode comprometer o equilíbrio fiscal e penalizar os servidores e a população”, finalizou.

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Deputado Gerson Claro
Sobre Deputado Gerson Claro
Gerson Claro nasceu em Itaporã, interior de Mato Grosso do Sul. Começou sua carreira como educador, lecionando para crianças do primeiro ao quinto ano no município de Sidrolândia. Formou-se em História e deu aulas em escolas públicas e particulares de Sidrolândia e Campo Grande. Passou mais de uma década em sala de aula, onde conheceu de perto e, na prática, a realidade da educação no país. Ingressou na Faculdade de Direito, graduando-se em 2002. Logo em seguida, aprimorou seus conhecimentos com pós-graduação em Gestão Pública e Direito Administrativo. Já historiador e advogado, iniciou a carreira jurídica com grande destaque, tornando-se sócio de um dos maiores escritórios de advocacia do Estado. Gerson foi diretor da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), onde prestou assistência às 79 prefeituras do Estado e ganhou experiência sobre os desafios da gestão pública. Foi nomeado diretor-presidente do Detran-MS em 2015. Sua gestão ficou marcada pela modernização e simplificação de processos, como a criação da CNH Ágil, o que permite ao condutor renovar sua habilitação pela internet. Casado com Kátia, com quem tem dois filhos, Pedro e João Paulo, Gerson Claro foi eleito deputado estadual em 2018, pelo Progressistas. Já em seu primeiro mandato, desenvolveu funções importantes no Legislativo: foi líder do Governo e presidente do colegiado mais importante da Casa, a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação). Reeleito para seu segundo mandato, Gerson foi escolhido presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
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