Pela primeira vez, estrangeiros e brasileiros com conta no exterior conseguirão comprar companhias brasileiras de forma alavancada. Estão sendo lançados na bolsa americana Nasdaq os três primeiros ETFs alavancados de ativos únicos brasileiros. São três fundos: um para Nubank, um para Vale e outro para Petrobras, os quais espelharão duas vezes a negociação diária de cada uma das ações.
O lançamento é da gestora Themes ETFs, parte do mesmo grupo empresarial e representada no Brasil pela FlexFunds. O primeiro ETF, de Nubank (NUG), já está disponível desde 17 de novembro. Os demais vão a mercado no dia 12 de dezembro.
A regulação nos Estados Unidos permitiu, recentemente, a alavancagem em ETFs, algo que ainda não é possível no Brasil. Esse tipo de produto é indicado para investidores profissionais e qualificados que buscam rentabilidade de curto prazo, e não buy and hold.
Segundo a Themes, os lançamentos são motivados pelo crescente interesse dos brasileiros por investimento offshore e em ETFs, mercado que só perde para a renda fixa em ritmo de avanço. E a escolha de Nubank, Vale e Petrobras se deu, para além do bom desempenho operacional individual das companhias, porque as três são as mais importantes na composição do índice iShares MSCI Brazil.
“O Brasil é uma oportunidade constante. Esses produtos são uma opção de investimento em Brasil para gestores, traders ou investidores profissionais que buscam posicionamento de curto prazo e oportunidades particulares de momento”, diz Pablo Gegalian, diretor regional Cone Sul da FlexFunds.
Os produtos são 100% líquidos e estão disponíveis para qualquer investidor com acesso à Nasdaq, desde que ele seja registrado como profissional.
Presente no Brasil desde 2018, a FlexFunds viabiliza a captação de recursos internacionais para gestores de ativos locais. Por meio de uma securitização única de conta que utiliza estruturas como ETPs (produtos negociados em bolsa), a empresa permite que os gestores criem seus próprios veículos de investimento. Esses veículos podem conter uma variedade de instrumentos líquidos, incluindo ações, opções, futuros e ETFs. É uma alternativa à constituição de fundo feeder offshore e à abertura de “conta 4373”.
“Procuramos soluções offshore para quem tem um projeto líquido ou ilíquido levar de maneira fácil para o private”, reforça Wilson Gomes, gerente de desenvolvimento de negócios da FlexFunds.
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