O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (3) duas reclamações da Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) e solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a instauração de inquérito policial para apurar indícios de crimes relacionados a abuso de direito de greve.
Cerca de 10% dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão em greve parcial desde agosto de 2024 . Eles cobram do governo federal medidas para restruturação da carreira e avaliação de desempenho dos servidores.
Em nota, o STF informou que a primeira reclamação (RCL 76.723) contestava ofício do governo federal que bloqueou a agenda dos peritos e redirecionou os segurados a profissionais que não aderiram à greve.
Já a segunda reclamação (RCL 76.724) buscava reformar decisão do STJ que manteve alterações feitas pelo INSS em acordo firmado com a categoria em 2022.
“Ao analisar os casos, o ministro considerou que a União agiu corretamente ao bloquear a agenda dos peritos diante de diversos procedimentos adotados pelo movimento grevista, considerados contrários ao princípio da regularidade na prestação de serviços essenciais à população ”, informou o Supremo.
Entre esses procedimentos, segundo a nota, estavam a ausência de aviso prévio sobre a rotina de trabalho, com a substituição da análise documental — que poderia resultar na concessão automática de benefícios — por perícias presenciais futuras, sem justificativa, e faltas em dias aleatórios, também sem aviso prévio.
“Nessas situações, os segurados só descobriam que não seriam atendidos ao chegarem às agências do INSS”, destacou a Corte no comunicado.
Na decisão, Gilmar Mendes lembrou que a Lei 7.783/89, que regulamenta o direito de greve, impõe às entidades sindicais e aos trabalhadores de serviços essenciais a obrigação de comunicar paralisações com, no mínimo, 72 horas de antecedência ao empregador e aos usuários.
O ministro destacou ainda que muitos segurados percorreram longas distâncias até postos de atendimento apenas para serem surpreendidos com o adiamento das perícias , o que acarretou prejuízo para uma parcela da população que já se encontrava fragilizada por sua saúde e condição financeira.
“Essa situação é inaceitável, abusiva, antiética e imoral. Ao impedir o atendimento de segurados que dependem da perícia para a concessão de benefícios essenciais à sua subsistência, o movimento grevista ultrapassa os limites da legalidade e da razoabilidade, transformando-se em um ato de insensibilidade e injustiça”, afirmou.
Em relação à decisão do STJ, o ministro disse também não identificar irregularidades e ressaltou que as alterações feitas pelo INSS no acordo firmado com a categoria em 2022 seguiram recomendações decorrentes de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A Agência Brasil entrou em contato com a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais e aguarda o envio de um posicionamento.
Câmara de Dourados Liandra reforça pedido de melhorias no trânsito de Dourados
Câmara de Dourados Após cobranças do vereador Inspetor Cabral, Área Vermelha do HV tem reforma concluída
Dourados - MS Dourados celebra Independência do Brasil com desfile cívico-militar nesta segunda-feira
Dourados - MS Prefeitura e Ministério da Saúde unem esforços para ampliar atendimento à saúde da mulher
Câmara de Dourados Franklin cobra adesão de MS a programa que reserva vagas para mulheres vítimas de violência
Dourados - MS Feira Sabores no Parque reúne gastronomia, música e produtos da agricultura familiar nesta sexta-feira Mín. 21° Máx. 36°
Mín. 23° Máx. 36°
Chuvas esparsasMín. 15° Máx. 24°
Chuvas esparsas
Alípio Neto GHK-Cu vira febre nas redes, mas queda de cabelo após emagrecimento exige investigação médica
Deputado Estadual Cel David Coronel David e Bolsonaro mantêm aliança construída sobre lealdade e defesa da direita em MS
Deputado Gerson Claro MPMS pede absolvição e reforça inocência de Gerson Claro em acusação de corrupção passiva
Deputado Estadual Paulo Correa A 35 dias das eleições, Paulo Corrêa aparece em 2º lugar geral e lidera disputa do PL pela Assembleia