A análise do cruzamento de dados sobre investimentos por município e as notificações de casos de diarreia visa identificar gargalos e fortalecer políticas públicas em saneamento e saúde pública
Um estudo inédito entre a Agência Estadual de Regulação (Agems), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) vai medir o impacto provocado pela aplicação de recursos em tratamento de água e esgotamento sanitário, por município, na redução dos índices de diarreia, que atinge especialmente as populações mais vulneráveis.
O trabalho científico pretende produzir informações para subsidiar políticas públicas voltadas para a expansão dos serviços de saneamento básico e para a promoção da saúde pública.
A agência reguladora, que fiscaliza os serviços em 69 municípios, e as secretarias, responsáveis pela execução das políticas públicas em saúde, estão cruzando dados de um período de 15 anos, entre 2009 e 2024.
As instituições irão assinar um Acordo de Cooperação para formalizar essa iniciativa inédita, mas os trabalhos já começaram na prática, coordenados pela diretoria de Saneamento Básico da Agems, Iara Marchioretto, o coordenador do Grupo de Trabalho de Avaliação de Projetos de Extensão e Pesquisa da Sesau, Cyro Leonardo Mendes, e o Coordenador de Vigilância Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel da Costa.

As integrantes da equipe técnica Elisa Conceição Paes, analista de regulação da Agems, e Jacqueline dos Santos Romero, gerente de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES apresentaram em reunião nesta semana uma análise preliminar sobre as maiores ocorrências de diarreia em diversas localidades ainda carentes de saneamento adequado.
“O trabalho científico com paineis de inteligência de dados que estamos construindo na regulação vão ser muito importantes nesse projeto, trazendo segurança, confiabilidade das informações, e uma base sólida para as políticas públicas de saneamento e saúde”, explica a diretora Iara.
“Com essa análise de dados, nós começamos a ver os gargalos e aperfeiçoar os nossos pontos de atuação”, explica o coordenador Karyston. A partir desse trabalho, a secretaria espera, entre outras ações, aperfeiçoar junto aos municípios o treinamento e a capacitação para melhorar a forma como os casos são notificados e o mapeamento dos percentuais de acesso ao serviço de saúde nas diferentes localidades.
Os trabalhos contarão com a cooperação dos municípios com sistemas autônomos de abastecimento de água, a Sanesul e a Águas de Guariroba, com a pretensão de obter um diagnóstico sobre todo o Mato Grosso do Sul.
Gizele Oliveira, Comunicação Agems
Foto: Agems/Arquivo
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