O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, encaminhado ao Congresso em 31 de agosto ( PLN 24/2026 ), prevê salário mínimo de R$ 1.741 a partir de janeiro, superávit primário de R$ 18,6 bilhões para o governo central e previsão de crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados constam de informativo conjunto divulgado nesta terça-feira (8) pelas Consultorias de Orçamentos do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
A proposta do Executivo será analisada pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), formada por deputados e senadores. Entre outubro e dezembro, devem ocorrer audiências públicas, análise das estimativas de receitas, apresentação de emendas e votação dos relatórios setoriais e do relatório geral.
A Constituição estabelece que o Orçamento deve ser aprovado pelo Congresso até o fim do ano. O prazo previsto no calendário de tramitação é 22 de dezembro. Depois da aprovação, o texto será enviado ao presidente da República, que poderá sancioná-lo integralmente ou vetar trechos.
O novo salário mínimo representa aumento nominal de 7,4% e foi calculado com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no crescimento da economia, conforme a política de valorização do salário mínimo.
O superávit primário de R$ 18,6 bilhões equivale a 0,1% do PIB. Considerado o resultado ajustado para fins de cumprimento da meta fiscal, o superávit projetado é de R$ 83,4 bilhões, ou 0,6% do PIB. O valor supera em R$ 10,1 bilhões a meta estabelecida no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
A previsão de crescimento de 2,46% do PIB é mais otimista, segundo o informativo, que a do mercado financeiro, que projeta expansão de 1,5%.
Para a inflação medida pelo IPCA, o governo prevê alta de 3,6% no próximo ano. A projeção do mercado é de 4,28%.
O governo estima ainda que a taxa básica de juros, a Selic, termine 2027 em 11,41%. Para o mercado, a taxa deve ficar em 12%. A projeção para a cotação do dólar em dezembro é de R$ 5,28, bem próxima da expectativa do mercado (R$ 5,30).
As despesas do orçamento fiscal e da seguridade social estão estimadas em R$ 5,05 trilhões. O valor não inclui R$ 2,19 trilhões destinados ao refinanciamento da dívida pública.
O limite para as despesas primárias da União é de R$ 2,58 trilhões, aumento nominal de 7,69% em relação a 2026. Pelo novo arcabouço fiscal, o crescimento real dessas despesas não poderá superar 2,5%.
Do total das despesas primárias, 91,7% são obrigatórias. Os gastos discricionários, que incluem investimentos e custeio da máquina pública, representam 8,3%.
A proposta reserva R$ 272,2 bilhões para ações e serviços públicos de saúde. Estão incluídos nesse valor R$ 9,4 bilhões para o piso nacional da enfermagem e R$ 15,6 bilhões para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Para educação, estão previstos R$ 211,9 bilhões para manutenção e desenvolvimento do ensino. Desse total, R$ 141,2 bilhões são recursos provenientes de impostos considerados no cálculo do piso constitucional.
O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) deverá ter déficit de R$ 340 bilhões em 2027. A previsão é de arrecadação de R$ 875,1 bilhões, diante de despesas estimadas em R$ 1,215 trilhão. O programa O Bolsa Família deverá receber R$ 155,8 bilhões. A previsão é atender 19,8 milhões de famílias, proporcionando benefício médio mensal de R$ 655,99.
As despesas com pessoal e encargos sociais dos servidores federais estão estimadas em R$ 509,5 bilhões. O projeto prevê R$ 11,5 bilhões para reajustes e reestruturações de carreiras. Outros R$ 3,8 bilhões estão reservados para a criação de 4.704 e o provimento de 50.722 cargos, funções, gratificações e efetivos.
As emendas parlamentares de execução obrigatória somam R$ 44,8 bilhões — aumento de 9,7% em relação ao ano anterior. As emendas individuais representam R$ 28,5 bilhões, e as de bancada estadual, R$ 16,3 bilhões.
O projeto aponta uma insuficiência de R$ 414,1 bilhões para o cumprimento da chamada Regra de Ouro: pela Constituição, o governo não pode contratar dívida para financiar despesas correntes sem autorização do Congresso.
Por isso, ao longo de 2027, o governo deverá encaminhar ao Legislativo pedidos de autorização para realizar operações de crédito destinadas a financiar parte dessas despesas. Entre os gastos que dependem dessa autorização estão R$ 184,3 bilhões em benefícios previdenciários e R$ 10,4 bilhões do Bolsa Família.
Senado Federal Criada há 30 anos, cota de candidaturas femininas ainda não levou à igualdade
Senado Federal Congresso prorroga medidas provisórias sobre dívidas rurais e Desenrola Adimplentes
Senado Federal Sancionado, com vetos, reajuste de custas processuais da Justiça Federal
Senado Federal Cinco medidas provisórias perderam eficácia no final de agosto
Senado Federal Expansão do uso de drones exige incentivo à indústria, dizem debatedores
Senado Federal Sancionada lei que limita multas e amplia acordos tributários Mín. 15° Máx. 29°
Mín. 20° Máx. 34°
ChuvaMín. 21° Máx. 34°
Chuvas esparsas
Deputado Estadual Cel David Coronel David convoca a direita para o 7 de setembro: “Em 2026 a independência vai depender de você”
Alípio Neto GHK-Cu vira febre nas redes, mas queda de cabelo após emagrecimento exige investigação médica
Deputado Gerson Claro MPMS pede absolvição e reforça inocência de Gerson Claro em acusação de corrupção passiva
Deputado Estadual Paulo Correa A 35 dias das eleições, Paulo Corrêa aparece em 2º lugar geral e lidera disputa do PL pela Assembleia