À medida que uma pequena ou média empresa cresce, a complexidade das decisões tomadas por sócios, administradores e executivos aumenta na mesma proporção, e com ela se ampliam os riscos jurídicos associados à gestão do negócio. Nesse cenário, o Seguro de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores, conhecido pela sigla D&O (Directors and Officers), tem deixado de ser um produto restrito a grandes corporações para se tornar um instrumento de gestão de riscos também entre empresas de menor porte que buscam se profissionalizar.
O movimento acompanha a relevância crescente das pequenas e médias empresas na economia brasileira. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que os pequenos negócios respondem por 95% do total de empresas ativas no país e por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além de concentrarem parcela relevante da geração de empregos formais. O dado reforça a necessidade de estruturas de governança e proteção patrimonial compatíveis com esse peso econômico, à medida que essas empresas ganham escala e complexidade.
Diagnóstico de risco antecede a contratação da apólice
Para Guilherme Silveira, CEO da Genebra Seguros, o D&O funciona como uma ferramenta de gestão que ajuda a empresa a incorporar uma cultura mais estruturada diante de riscos. "O seguro passa a funcionar como uma ferramenta de gestão de riscos, protegendo o patrimônio pessoal dos administradores diante de determinadas responsabilidades decorrentes de sua atuação", afirma o executivo.
De acordo com ele, essa proteção é especialmente relevante para companhias em expansão, que estão atraindo investidores ou assumindo uma estrutura corporativa mais complexa.
O especialista pondera, no entanto, que a simples contratação de uma apólice não garante proteção eficaz caso a cobertura não esteja alinhada ao risco real do negócio. "Uma empresa madura não é aquela que simplesmente possui muitas apólices, mas aquela que conhece seus riscos e toma decisões conscientes sobre como administrá-los", explica Silveira. Para chegar a esse diagnóstico, a corretora avalia previamente a realidade operacional de cada cliente, considerando a estrutura societária, o perfil dos administradores, a atividade exercida e a exposição regulatória e jurídica do negócio.
Rede de parceiros amplia opções de cobertura
A capacidade de oferecer soluções compatíveis com riscos pouco padronizados, segundo o CEO, está diretamente relacionada à extensão da rede de seguradoras parceiras da corretora. "Temos mais de 50 seguradoras parceiras", revela Silveira, ao explicar que essa rede permite atuação mais independente na combinação entre cobertura, serviço e preço. Para uma empresa de médio porte em fase de crescimento, o acesso a diferentes mercados e capacidades de subscrição pode representar diferença relevante na hora de estruturar a proteção mais adequada ao seu momento de negócio.
Esse modelo de atuação está associado ao que a corretora chama de Método Genebra, uma metodologia que parte do diagnóstico dos principais riscos do negócio antes de indicar qualquer produto. "Nós não queremos começar a conversa pelo produto. Queremos começar pelo risco", resume o CEO.
Na sua percepção, o processo não se encerra na emissão da apólice: a corretora mantém acompanhamento do contrato, apoio em sinistros e revisão periódica das coberturas conforme a evolução patrimonial e operacional da empresa contratante.
Tecnologia soma-se à análise técnica especializada
Para Silveira, a combinação entre especialização, diagnóstico de risco e uso de tecnologia é o que diferencia a estruturação de uma cobertura D&O adequada às necessidades específicas de cada empresa. "A tecnologia entra como uma ferramenta para tornar essa jornada mais simples, ágil e eficiente, sem abrir mão da análise humana e da expertise técnica", pontua.
Segundo o executivo, não existe uma solução padronizada válida para todos os perfis de negócio, já que uma empresa familiar em processo de profissionalização enfrenta riscos distintos de uma companhia que recebeu aporte de investidores ou passou a adotar governança mais sofisticada.
"O mercado de seguros corporativos vive um momento de transição na forma como é percebido pelas empresas, deixando de ser tratado apenas como despesa para ganhar espaço como parte da estratégia de gestão de riscos. Conforme as pequenas e médias empresas crescem, passam a ter acesso a soluções que antes eram associadas quase exclusivamente às grandes corporações, ampliando a possibilidade de decisões estratégicas com maior segurança jurídica para sócios e administradores", acentua o CEO da Genebra.
Fundada em 2014 e voltada ao atendimento de demandas do mercado corporativo, a Genebra Seguros reúne especialistas com histórico no mercado financeiro e de seguros, atuando na avaliação e recomendação de soluções de proteção patrimonial para empresas de diferentes portes e segmentos.
Para mais informações, basta acessar: https://www.genebraseguros.com.br/
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