O mercado brasileiro de embedded finance deve movimentar cerca de US$ 18 bilhões até 2030, segundo projeção da GlobalData. O crescimento reflete a expansão de modelos que permitem a integração de serviços financeiros a plataformas digitais de diferentes segmentos, impulsionando a demanda por infraestrutura financeira, tecnologia e mecanismos de governança capazes de sustentar essa evolução do mercado.
Nesse cenário, o Banking as a Service (BaaS) vem ganhando relevância ao permitir que empresas incorporem soluções financeiras às suas operações sem a necessidade de desenvolver internamente toda a estrutura regulatória e operacional exigida pelo setor.
Segundo Paulo S. Consulin, CEO da Global 384, a combinação entre inovação tecnológica e amadurecimento regulatório representa uma mudança estrutural para o setor. "Estamos entrando em uma fase na qual crescimento, eficiência e competitividade dependem diretamente da capacidade das empresas de integrar tecnologia, governança e gestão de dados. O compliance deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser um diferencial competitivo para organizações que desejam escalar suas operações de forma sustentável", afirma.
De acordo com o executivo, as novas regras para operações de BaaS tendem a elevar o nível de profissionalização do mercado, reduzindo riscos operacionais e aumentando a transparência das relações entre instituições financeiras, empresas de tecnologia e clientes finais.
"A regulamentação cria um ambiente mais seguro para todo o ecossistema financeiro. As empresas que conseguirem transformar essas exigências em processos estruturados terão maior capacidade de crescimento, além de oferecer experiências mais eficientes e seguras para seus clientes", destaca.
Outro tema que ganha relevância é a necessidade de fortalecer mecanismos de prevenção a fraudes, aprimorar a gestão de dados e ampliar a automação dos processos financeiros. A evolução do ecossistema do Pix e o avanço das iniciativas de digitalização financeira exigem operações cada vez mais robustas, capazes de responder rapidamente a demandas regulatórias e mudanças de comportamento dos consumidores.
Na visão da Consulin, o setor está diante de uma transformação inevitável, impulsionada tanto pelas novas exigências regulatórias quanto pelo avanço da inteligência artificial. "Escala e segurança precisam andar juntas. As empresas que entenderem isso agora terão uma vantagem real", avalia o executivo.
Sobre a Global 384
A Global 384 é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil, com operações iniciadas em 2009. Com foco na evolução do sistema financeiro, a companhia se posiciona atualmente como uma plataforma de Banking as a Service (BaaS), conectando sua infraestrutura regulatória a empresas de tecnologia e software houses que integram serviços financeiros às suas soluções.
Sob a liderança de Paulo Consulin, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito (ABSCM), a instituição financeira já realizou mais de R$ 1 bilhão em operações de crédito e movimenta cerca de R$ 300 milhões por mês em sua infraestrutura financeira, atendendo indiretamente mais de 60 mil clientes em todo o país.
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