O setor de controle de jornada de trabalho no Brasil vem passando por uma transformação significativa desde a publicação da Portaria nº 671/2021 do Ministério do Trabalho. A norma, que atualizou regras antes fragmentadas em diferentes portarias, como a nº 1510 e a nº 373, trouxe mudanças relevantes para empresas que precisam garantir conformidade, segurança jurídica e eficiência na gestão de pessoas.
Um dos principais avanços foi a padronização do registro eletrônico de ponto, que ajuda a reduzir inconsistências e fortalece a segurança jurídica diante da Justiça do Trabalho. A portaria também organizou oficialmente as categorias de registrador eletrônico de ponto (REP-C, REP-A e REP-P) e reforçou exigências de geração de arquivos fiscais e integração com o eSocial.
Na prática, isso significa menos exposição a multas e passivos trabalhistas e mais previsibilidade para quem precisa comprovar a jornada em fiscalizações. Para Willow Maciel, coordenador de marketing da RwTech e porta-voz da empresa, que é especializada no desenvolvimento de soluções para registro e gestão de jornada de trabalho, a Portaria 671 representou um marco de consolidação.
"Ela revogou e unificou regras em um único documento. Para as empresas, o ganho mais relevante foi a padronização do registro eletrônico, que reduz inconsistências e fortalece a segurança jurídica diante da Justiça do Trabalho", salienta.
A transformação digital do RH e do Departamento Pessoal também vem acelerando a substituição dos sistemas tradicionais de ponto. Segundo Maciel, o setor deixou de ser uma área puramente operacional e passou a ser estratégica, exigindo dados confiáveis e processos automatizados. "Sistemas tradicionais, baseados em papel ou em relógios isolados, podem gerar retrabalho, falhas de digitação e dificuldade de auditoria", afirma.
"Com a digitalização, as marcações passam a fluir automaticamente para a folha de pagamento, reduzindo erros no fechamento mensal e liberando o time para atividades mais analíticas", acrescenta.
Entre as tecnologias que vêm ganhando espaço estão o Registrador Eletrônico de Ponto (REP-P), o reconhecimento facial e os aplicativos móveis. O executivo explica que o primeiro dispensa hardware proprietário e permite integração direta com folha e eSocial: "Já o reconhecimento facial agrega segurança e elimina fraudes como a marcação por terceiros, enquanto os aplicativos móveis atendem à realidade do trabalho híbrido e externo, oferecendo flexibilidade com rastreabilidade".
"O denominador comum dessas tecnologias é a combinação entre conformidade legal, mobilidade e confiabilidade dos dados. Exatamente o que o mercado passou a exigir após a 671", observa Maciel.
Estudos recentes reforçam essa tendência. Uma pesquisa conduzida pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) em parceria com a Umanni, noticiada pelo portal Cajuína, mostra que 61,2% das áreas de RH já utilizam inteligência artificial em alguma medida, especialmente para organização de dados e apoio à tomada de decisão.
O levantamento também aponta que, embora haja avanço na digitalização, muitas empresas ainda enfrentam desafios na automação de processos tradicionais e na integração entre sistemas de ponto, folha e obrigações fiscais. Além disso, o relatório evidencia a consolidação do trabalho híbrido e remoto, o que exige soluções digitais de controle de jornada mais flexíveis e adaptadas a diferentes contextos.
Segundo Maciel, a adequação das empresas não depende apenas de um equipamento certificado ou de um software, mas da integração entre eles. "Quando hardware e software conversam de forma nativa, a organização garante que as marcações sejam fiéis, invioláveis e prontas para gerar os arquivos exigidos pela legislação, além da integração com o eSocial", comenta.
"Outro ganho é a flexibilidade, já que as plataformas digitais atendem equipes presenciais, híbridas e externas em um único ambiente. No fim, a empresa troca um processo manual e vulnerável por um fluxo automatizado, rastreável e em conformidade", completa.
O executivo projeta que o futuro do controle de jornada aponta para a consolidação do modelo totalmente digital, com uma adoção crescente do REP-P e da biometria, especialmente o reconhecimento facial.
"Acredito que veremos também mais inteligência aplicada aos dados de jornada, ajudando o RH a antecipar passivos e a gerir escalas com mais eficiência, além de uma integração cada vez mais fluida entre ponto, folha e obrigações fiscais. O caminho aponta para sistemas que não apenas registram a jornada, mas geram inteligência de gestão a partir dela", conclui.
Para saber mais, basta acessar: https://www.rwtech.com.br/
Tecnologia Dogama marca presença no Web Summit Rio 2026
Tecnologia NR-1 exige nova postura do RH sobre saúde mental no trabalho
Tecnologia Fechamento da Folha PJ consome até dez dias úteis
Tecnologia Busca por independência dos óculos cresce
Tecnologia Pix entra no radar dos EUA e impulsiona crédito digital
Tecnologia InternetSul reforça mercado com novo marketplace e evento Mín. 16° Máx. 26°
Mín. 17° Máx. 21°
Chuvas esparsasMín. 17° Máx. 26°
Chuva
Alípio Neto Mulheres de MS ganham voz nacional em ato na Paulista e Keliana Fernandes amplia projeção com convite para programa de Mara Maravilha
Vereador Papy Papy promove almoço especial de Dia das Mães com sorteios e atrações musicais em Campo Grande
Vereador Herculano Borges Debate Público Maio Laranja reforça proteção à infância e mobiliza rede de enfrentamento à violência infantil em Campo Grande
Deputado Federal Rodolfo Nogueira ”Não vão me calar”, diz Rodolfo Nogueira após fala de Zeca do PT