Um levantamento da International Data Corporation (IDC) mostrou, recentemente, que os investimentos globais em serviços de cloud pública devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026 e dobrar até 2029, impulsionados principalmente pelo avanço da inteligência artificial generativa, análise de dados e aplicações corporativas críticas. A pesquisa também aponta que cresce entre empresas de diferentes segmentos a preocupação com dependência excessiva de grandes provedores globais, soberania digital e controle sobre dados estratégicos.
Para a CEO e founder da Squad.Go, Daiane Dalavi, esse movimento ajuda a explicar o avanço do conceito de "cloud soberana" no ambiente corporativo. Segundo ela, o debate vai além da contratação de infraestrutura em nuvem e envolve autonomia tecnológica, governança, segurança, compliance e controle sobre operações críticas.
Conforme a executiva, o avanço da inteligência artificial, o crescimento dos ambientes multicloud e o aumento das exigências regulatórias vêm ampliando o debate sobre a questão, especialmente diante de um cenário de forte expansão da computação em nuvem e crescente dependência de dados para sustentar operações críticas. Organizações de diferentes segmentos passaram a discutir com mais intensidade temas ligados a controle de informações, governança, resiliência operacional e autonomia tecnológica.
"Quanto maior a dependência digital das empresas, maior também a necessidade de discutir soberania, resiliência e controle sobre ambientes estratégicos", analisa ela.
Já um levantamento da Flexera mostra que a adoção de estratégias multicloud já é realidade na maior parte das grandes organizações globais. O estudo mostra que empresas vêm distribuindo aplicações e dados entre diferentes ambientes, justamente para ampliar flexibilidade, reduzir riscos operacionais e fortalecer práticas de governança e continuidade dos negócios.
Outra pesquisa, da McKinsey & Company, destaca que a inteligência artificial generativa pode adicionar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões anuais à economia global, ampliando significativamente a demanda por infraestrutura cloud, processamento de dados e ambientes digitais mais resilientes. O relatório destaca que aplicações baseadas em IA tendem a elevar a necessidade de processamento em larga escala e ampliar a preocupação corporativa com disponibilidade, segurança e soberania dos dados.
Para Daiane Dalavi, o avanço da cloud soberana tende a se consolidar como um dos principais movimentos estratégicos da transformação digital nos próximos anos. "As empresas começam a perceber que não basta apenas escalar operações em nuvem. Será cada vez mais importante garantir autonomia, governança, segurança e controle sobre dados e ambientes críticos. A nuvem do futuro precisará ser inteligente, resiliente e alinhada aos interesses estratégicos das organizações", conclui.
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