Pesquisa reforça avanços na inclusão de pessoas com deficiência e contribui para o aprimoramento de políticas no ensino superior
Exemplo de empenho e dedicação, o servidor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Lucas Helpis de Lima, usou sua própria história de vida como inspiração para fazer um mestrado profissional em Educação, que trata do processo de inclusão de pessoas com deficiência na universidade. Ele inclusive se tornou o primeiro mestre com deficiência decorrente de paralisia cerebral em Mato Grosso do Sul, consolidando uma caminhada construída entre formação acadêmica e atuação profissional.
Para a orientadora da pesquisa, a professora Celi Correa Neres, a conquista representa um avanço histórico. Segundo ela, o feito evidencia o protagonismo da pessoa com deficiência e também o amadurecimento de políticas inclusivas desenvolvidas ao longo das últimas décadas. “A pesquisa de mestrado do Lucas é considerada um marco para as políticas de inclusão. Ela mostra o protagonismo da pessoa com deficiência e é resultado das políticas de inclusão que vivenciamos ao longo do tempo”, destacou a docente.

Na dissertação, Lucas realizou uma análise sobre o processo de inclusão de pessoas com deficiência na UEMS, considerando a experiência universitária e os caminhos para o fortalecimento institucional. O estudo reúne diagnóstico, reflexão crítica e proposições que podem contribuir para qualificar ainda mais as ações já desenvolvidas pela universidade.

Ao explicar a escolha pelo mestrado profissional em Educação, Lucas ressaltou o caráter prático do programa. Para ele, o diferencial está na possibilidade de aliar formação acadêmica à produção de resultados concretos. “Além do processo acadêmico, a gente precisa gerar um trabalho, um produto que possa trazer benefício, melhoramento e resultado”.
Lucas também destacou que a pesquisa permitiu ampliar conhecimentos sobre direitos, legislação e acessibilidade, além de reconhecer os avanços já alcançados pela UEMS no atendimento às pessoas com deficiência. “Foi uma pesquisa que trouxe resultados e apontamentos de melhorias, mas também mostrou os avanços que a Universidade Estadual tem tido e sido referência”, avaliou.
O estudante completou quase dez anos de vínculo com a UEMS, entre graduação, trabalho e pós-graduação. Mesmo diante dos desafios do período da pandemia, quando muitos estudantes interromperam seus cursos, ele persistiu, concluiu a graduação e colou grau em fevereiro de 2022. Lucas simboliza uma universidade pública que amplia oportunidades, reconhece capacidades e transforma experiências em conhecimento, além de beneficiar a comunidade além dos portões da universidade.
Comunicação Uems
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