O mau hálito, também conhecido como halitose, é um problema mais comum do que se imagina e pode ir muito além de uma questão social. De acordo com a Associação Brasileira de Odontologia do Estado de São Paulo (ABO-SP), a condição frequentemente está associada a alterações na saúde bucal, como acúmulo de placa bacteriana, saburra lingual, gengivite e até doenças periodontais mais avançadas.
Segundo o presidente da entidade, Prof. Dr. Mario Cappellette Jr., o diagnóstico correto é essencial para o tratamento eficaz. "O mau hálito não deve ser tratado apenas com soluções paliativas, como balas ou enxaguantes. Na maioria dos casos, ele tem origem na cavidade bucal e está relacionado à presença de bactérias que produzem compostos sulfurados, responsáveis pelo odor desagradável", explica.
Ele ressalta que problemas como gengivite e periodontite podem evoluir de forma silenciosa, sendo a halitose um dos primeiros sinais perceptíveis. "Muitas vezes, o paciente não sente dor, mas já apresenta sinais importantes de inflamação ou infecção. Por isso, a avaliação com um cirurgião-dentista é fundamental para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado", afirma.
Além dos impactos na saúde, o mau hálito pode comprometer relações pessoais e profissionais, afetando diretamente a autoestima e a segurança do indivíduo. "Trata-se de uma condição que pode gerar constrangimento e isolamento social. O acompanhamento odontológico regular é a melhor forma de prevenção", reforça Cappellette.
Nesse contexto, a ABO-SP atua na atualização e especialização de cirurgiões-dentistas, oferecendo cursos reconhecidos no Brasil e no exterior. A instituição recebe alunos de diferentes regiões do país e de outros países, refletindo a presença da odontologia brasileira em programas de formação e aperfeiçoamento profissional.
"A odontologia brasileira é reconhecida mundialmente pela qualidade técnica e científica. Na ABO-SP, buscamos constantemente aprimorar nossos cursos e estrutura para manter esse padrão e contribuir com a formação de profissionais cada vez mais preparados, capazes de atender ainda melhor a população para, por exemplo, detectar precocemente problemas como este", conclui o professor.
A orientação para evitar a halitose é que a população mantenha uma rotina adequada de higiene bucal, incluindo escovação correta, uso do fio dental e limpeza da língua, além de consultas periódicas ao cirurgião-dentista para prevenção e diagnóstico precoce de possíveis alterações.
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