A cabotagem no Sudeste brasileiro registrou forte expansão em fevereiro deste ano, com movimentação de 27,1 milhões de toneladas e alta de 19,06% em relação ao mesmo período em 2025. O desempenho consolida a região como principal eixo da navegação costeira no país, impulsionada sobretudo pelo transporte de petróleo e derivados.
Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), mostram que o crescimento está concentrado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, responsáveis pela maior parte da movimentação nacional.
O Rio de Janeiro lidera com ampla margem, ao registrar 15,8 milhões de toneladas no período. São Paulo aparece na sequência, com 9,9 milhões, seguido pelo Espírito Santo, com 1,38 milhão de toneladas.
O petróleo bruto respondeu por 21,2 milhões de toneladas transportadas no mês, evidenciando o peso do setor energético. Já os derivados somaram 1,78 milhão de toneladas, enquanto a carga conteinerizada alcançou 2,21 milhões, garantindo o abastecimento de bens industrializados e de consumo.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a cabotagem assegura escala, eficiência e segurança no transporte de cargas essenciais, especialmente no setor de energia. "Além de sustentar o abastecimento nacional, o avanço da cabotagem reduz a pressão sobre o transporte rodoviário e amplia a previsibilidade logística."
BR do Mar
O crescimento do setor também reflete a consolidação de políticas públicas, como o Programa BR do Mar, que ampliou a segurança jurídica e incentivou investimentos. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a tendência é de continuidade. “O avanço da cabotagem é resultado de uma política pública consistente, que vem estruturando o setor com previsibilidade regulatória, estímulo à concorrência e ampliação da oferta de transporte. Isso permite reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e garantir maior equilíbrio no abastecimento entre as regiões, com impacto direto para a população e para a competitividade da economia brasileira”, destacou.
Ampliação da frota, maior previsibilidade regulatória e os investimentos em infraestrutura portuária também têm contribuído para esse avanço, ao permitir ganhos de escala e maior competitividade no transporte de cargas. Esse cenário se traduz em benefícios concretos para a população, como maior eficiência no abastecimento, redução de custos logísticos e mais equilíbrio na distribuição de bens essenciais em todo o país.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
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