Nos últimos anos, hospitais e clínicas avançaram de forma significativa na digitalização de processos, adotando prontuários eletrônicos, prescrição digital e integração com laboratórios. A transformação trouxe ganhos de eficiência, rastreabilidade e escala, mas também criou um novo risco operacional: a dependência total de plataformas tecnológicas. Dados da pesquisa TIC Saúde 2024, divulgados pela CNN Brasil, apontam que 92% dos estabelecimentos de saúde no Brasil já utilizam sistemas eletrônicos para registro de informações dos pacientes. O cenário mostra que a digitalização deixou de ser tendência e passou a ser realidade, mas também evidencia que falhas nesses sistemas podem ter impacto sistêmico, afetando toda a operação e, principalmente, o atendimento ao paciente.
Gunther Morais, cofundador da Datasigh, empresa especializada na criação de softwares para gestão de hospitais e clínicas, explica que o modelo digital integrado exige funcionamento contínuo. "No modelo analógico, os problemas eram pontuais. Um prontuário extraviado não paralisava a farmácia. Uma prescrição errada não afetava o laboratório. Cada falha tinha um impacto limitado e um lugar específico".
"Porém, no modelo digital integrado, sistemas de imagem, prontuário eletrônico, prescrição, laboratório e centro cirúrgico precisam funcionar o tempo todo, inclusive em contingência. Se isso não acontece, o problema deixa de ser técnico. Ele vira assistencial", afirma.
Um relatório compartilhado pelo portal Medicina SA aponta um índice médio de maturidade digital de apenas 46,19% nas 189 instituições avaliadas. Para Morais, a falta de liderança estruturada é um dos principais desafios.
"A maioria das instituições adotou tecnologia sem criar uma liderança capaz de garantir seu uso seguro e eficiente. Digitalizaram os processos, mas não fizeram o mesmo na gestão de cada etapa. Muitas ainda remendam sistemas que não se comunicam entre si", observa.
Ele destaca que a ausência de protocolos de contingência é outro ponto crítico. "Poucos desenham o plano de contingência do prontuário eletrônico porque a maioria não se atenta que pode parar de funcionar, até que ele deixa de funcionar. Na saúde, a tecnologia não pode ser uma aposta; ela precisa de protocolo. A diferença entre controle e caos está na preparação para falhas", reforça.
De acordo com o especialista, tratar os sistemas de gestão com o mesmo nível de criticidade dos equipamentos médicos é essencial. "Um sistema de gestão que falha em uma instituição de saúde não é problema de TI, é um problema assistencial. Tratar a tecnologia como infraestrutura que merece atenção tem forte impacto na eficiência. Da arquitetura ao suporte, do modelo de operação ao nível de responsabilidade do fornecedor e da própria instituição, tudo passa a ser vital para que o ecossistema digital funcione sem interrupções", ressalta.
Soluções tecnológicas
É com esse entendimento que a Datasigh desenvolveu uma plataforma que integra todos os módulos clínicos em um único sistema, buscando eliminar os pontos de falha entre processos. Prontuário, prescrição, dispensação, laudos e protocolos assistenciais comunicam-se em tempo real, sem depender de transferências manuais entre módulos desconectados.
A ferramenta opera 100% em cloud por meio da parceria oficial com a Amazon Web Services, buscando garantir alta disponibilidade, redundância de infraestrutura e padrões globais de segurança, com foco em eliminar a fragilidade dos servidores locais que podem parar e interromper a operação.
Segundo Morais, a digitalização da saúde precisa ser tratada como infraestrutura crítica. "Esse movimento foi inevitável e necessário. Mas transformar o setor exige mais do que implantar sistemas: é preciso garantir que as plataformas sejam tão confiáveis quanto os equipamentos que sustentam o cuidado ao paciente. Esse é o nível de compromisso que o setor precisa exigir dos seus fornecedores de tecnologia", conclui.
Para saber mais, basta acessar: http://datasigh.com.br
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