No Dia do Jornalista, trajetória de Lia Nogueira resgata origem de uma voz conhecida da população em MS
Antes da vida pública, deputada construiu no rádio e na televisão uma relação direta com o povo e marcou época na comunicação sul-mato-grossense
Antes de chegar à Assembleia Legislativa, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) já era uma voz conhecida da população sul-mato-grossense. Foi no jornalismo, entre a rua, a apuração e o contato direto com as pessoas, que ela construiu a base da presença pública que mais tarde levaria para a política. Em uma trajetória marcada pela escuta, pela firmeza e pela proximidade com quem vivia os problemas no dia a dia, tornou-se uma comunicadora reconhecida em Mato Grosso do Sul.
O 7 de abril, data em que é celebrado o Dia do Jornalista, ajuda a lembrar justamente dessa origem. Muito antes do mandato, Lia Nogueira já fazia do microfone uma ferramenta de presença e informação, em uma rotina que passou pelo rádio, pela televisão e por coberturas que a colocaram em contato direto com a realidade da população. Ao longo de mais de duas décadas de profissão, consolidou uma identidade própria e abriu caminho ao se tornar a primeira mulher a apresentar um programa policial no rádio e na televisão em Mato Grosso do Sul.
Quem acompanhou essa caminhada de perto ainda guarda lembranças muito vivas daquele período. O jornalista Ogg Ibrahim resume essa marca logo nas primeiras palavras. “Quando eu me lembro da Lia, nem consigo chamá-la de deputada, porque foram muitos anos trabalhando juntos.” Ao recordar a rotina intensa da redação, ele também resgata uma identidade que ficou associada a ela. “Todo mundo na redação chamava Lia de O Bichão.” Para Ogg, aquela foi “uma época muito bacana, uma época onde se fazia jornalismo na raça”, e parte dessa essência continua presente até hoje.
O reconhecimento se repete na fala de outros profissionais que conviveram com Lia no jornalismo. O jornalista e médico-veterinário Osmar Bastos destaca a dedicação com que ela exerceu a profissão. “Eu tive o prazer de trabalhar com a Lia Nogueira na TV Morena. O jornalismo de Mato Grosso Sul perdeu muito com a saída dela, mas ganhou a política. Era uma profissional dedicada.” Já o jornalista Fábio Dorta relembra o começo dessa trajetória, ainda na antiga TV Caiuás. “Ela chegou novinha, com 18, 19 anos, para trabalhar na antiga TV Caiuás.” Foi ali, inclusive, que surgiu a forma como passaria a ser conhecida. “E fui eu quem criou o nome, Lia Nogueira”, conta.
Ao falar da própria história, a deputada deixa claro que o jornalismo nunca deixou de fazer parte de quem ela é. A política veio depois, como consequência de uma vivência construída na escuta, na denúncia e no contato diário com as pessoas. Foi no jornalismo, sentindo de perto a realidade da população, que nasceu também a vontade de fazer mais do que denunciar e buscar um caminho para agir diretamente na vida pública. “Se eu sou o que eu sou hoje, foi graças ao jornalismo. Minha profissão é jornalista, com muito orgulho.” No Dia do Jornalista, a data ajuda também a lembrar onde essa trajetória começou. Antes da tribuna e do mandato, Lia Nogueira foi uma repórter formada na rua, na rotina da redação e na relação de confiança construída com a população.
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