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Geral Dourados - MS

Chikungunya está presente em 37 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul

Levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que a doença está concentrada no Sudeste e Cone-Sul de Mato Grosso do Sul e que

31/03/2026 12h03
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Dourados - MS
Equipes de combate a endemias atuam no enfrentamento aos focos de chikungunya em bairros de Dourados. Foto: A. Frota
Equipes de combate a endemias atuam no enfrentamento aos focos de chikungunya em bairros de Dourados. Foto: A. Frota
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Levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que a doença está concentrada no Sudeste e Cone-Sul de Mato Grosso do Sul e que11 municípios já estão em situação de epidemia; são sete mortes confirmadas, sendo 5 em Dourados, uma em Jardim e uma em Bonito

Foto: Reprodução/Prefeitura de Dourados - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Dourados - MS

Equipes de combate a endemias atuam no enfrentamento aos focos de chikungunya em bairros de Dourados. Foto: A. Frota

Números do Boletim da Semana Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, divulgados no dia 25 de março, apontam que a Febre Chikungunya já está presente em 37 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Como os números foram divulgados na semana passada é muito provável que o próximo boletim apresente novos municípios com casos confirmados da doença. “Esse retrato mostra que a epidemia diagnosticada em Dourados pode se alastrar pelo restante do Estado caso não ocorra uma mobilização ainda maior das autoridades em saúde e endemias, bem como a participação mais efetiva da população no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada”, alerta Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde.  

Até o dia 25 de março, além de Dourados já existiam casos confirmados da chikungunya nos municípios de Fátima do Sul, Jardim, Sete quedas, Bonito, Aquidauana, Vicentina, Guia Lopes da Laguna, Rio Brilhante, Corumbá, Nioaque, Itaporã, Maracaju, Três Lagoas, Amambai, Paraíso das Águas, Ponta Porã, Anastácio, Douradina, Costa Rica, Miranda, Jatei, Angélica, Sidrolândia, Caarapó, Novo Horizonte do Sul, Cassilândia, Chapadão do Sul , Água Clara, Mundo Novo, Batayporã, Rochedo, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Inocência, Coronel Sapucaia e Nova Alvorada do Sul.

Além de Dourados, com 5 mortes confirmadas até o momento, todas elas de pacientes indígenas, também foram confirmados óbitos nos municípios de Jardim e Bonito. O Painel de Arboviroses, divulgado semanalmente pelo Ministério da Saúde, revela que em Mato Grosso do Sul os homens são maioria entre os infectados e representam 57% dos casos, contra 43% entre as mulheres. Essa realidade é diferente do cenário nacional, onde as mulheres respondem por 58% dos casos da doença, enquanto os homens somam 42%. A faixa etária mais afetada está entre 20 e 49 anos, com destaque para pessoas de 20 a 29 anos e de 40 a 49 anos.

O Ministério da Saúde ressalta que a chikungunya é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas costumam ser mais intensos e duradouros que o da dengue, sobretudo as febres salta e dores articulares marcantes, que são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

A doença também pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado.

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