O deputado estadual João Henrique Catan(NOVO) votou hoje (25.03) contra o Projeto de Lei do governo do Estado que prevê reajuste de apenas 3,81% aos servidores públicos de Mato Grosso do Sul, mas não contra o aumento salarial em si. Sua posição foi contra o índice proposto pelo governador Eduardo Riedel, considerado insuficiente para repor a inflação real, ao contrário da emenda modificativa que ele apresentou elevando o percentual para 7,79%, rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Eu não votei contra dar aumento ao servidor, mas contra esse índice irrisório de 3,81% que não cobre nem a inflação acumulada, muito menos os impactos no custo de vida, como o aumento de 35% nas consultas da Cassems e mais de 50% em procedimentos médicos”, afirmou o deputado durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa.
A emenda do deputado Catan considerava a inflação recente de cerca de 5% no custo de vida em Mato Grosso do Sul até março, mais 2,79% acumulada de maio de 2025 a maio de 2026, visando proteger o poder de compra dos servidores. Apesar de protocolada fora do expediente para suprir a tramitação acelerada do projeto, ela foi rejeitada por unanimidade na CCJ, que invadiu o mérito ao alegar ilegalidade, sem permitir recurso ao plenário.
“Propus 7,79% porque o servidor perdeu mais de 50% do poder de compra nos últimos anos, com gasolina subindo 8 pontos e inflação acima de 5%. É subtrair do bolso do trabalhador público que sustenta o Estado”, reforçou Catan, criticando o acordo de lideranças que suprimiu debates.
“Enquanto o governo fura o colchão fiscal com aumentos de até 140% em cargos comissionados, o servidor amarga perdas. Votarei sempre pela valorização real do funcionalismo, não por migalhas eleitoreiras”, disse, reafirmando seu compromisso com políticas fiscais responsáveis.
Diante deste cenário de falta total de respeito com o servidor, o parlamentar leu em plenário alguns comentários de servidores postados nas redes referentes aoprojeto do Governo do Estado de 3,81%. “A insatisfação do servidor é generalizada, vejam: ‘Não cobre a inflação’, ‘Vergonhoso’, ‘Governo horrível’, com pedidos de volta de ex-governadores como Zeca do PT, Puccinelli e Azambuja. Oreajuste real deveria incidir sobre a inflação que afeta o servidor, não sobre índices abstratos”.
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