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Colapso na saúde de MS denuncia até arrogância e despreparo de secretário

Numa fala contundente e esclarecedora, o deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) usou hoje (12.03) a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato...

12/03/2026 12h52
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
Deputado João Henrique revelou na tribuna áudio de autoridade do Estado que despreza dor de paciente
Deputado João Henrique revelou na tribuna áudio de autoridade do Estado que despreza dor de paciente

Numa fala contundente e esclarecedora, o deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) usou hoje (12.03) a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para fazer uma grave denúncia sobre o agonizante sistema de saúde do estado, destacando um episódio de descaso e arrogância do secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões Correia, com um cidadão doente da cidade de Bonito. Em um áudio chocante, o deputado revelou a resposta dosecretário a este senhor, de 54 anos, trabalhador pobre com dores intensas nos rins, que aguardava vaga para cirurgia no Hospital Regional desde setembro de 2025: “Meu bem ou, eu sou secretário de saúde, eu não sou da assistência social e nem do agendamento”, disse a autoridade.

João Henrique enfatizou a indignação com o tratamento dado a pessoas vulneráveis: “Eu, como parlamentar, nunca vou admitir que uma pessoa da minha equipe distrate uma pessoa humilde, com dor nos rins ou o que quer que seja, que suplica para que o Estado a atenda e resolva um problema que também é um problema meu, que é do Estado”. O parlamentar comparou o episódio ao que faria se fosse seu colaborador: “Se o senhor fosse do meu gabinete, o senhor estaria exonerado nesse momento secretário!”, criticando a lentidão do governador em decisões semelhantes.

FALHA NO ATENDIMENTO

Na mesma denúncia, o deputado João Henrique mostrou que, enquanto o Hospital Regional de Campo Grande recebe cerca de R$ 60 milhões mensais do governo estadual, equivalentes a um índice de 15,52 tabelas SUS por produção de R$ 3 milhões em atendimentos, pacientes como o senhor Roberto são negligenciados sem agendamento de cirurgia. “O que acontece com esses 60 milhões por mês que são enviados para o Hospital Regional? Será que é um buraco negro?”, apontando indícios de irregularidades na PPP do hospital, suspensa pelo conselheiro Sérgio de Paula por possíveis desvios.

Que a saúde de Mato Grosso do Sul agoniza é algo revelado diariamente pelas redes sociais do parlamentar, que exige transparência: “Senhor Secretário de Saúde, explica a maneira que o senhor tem gasto os recursos da saúde do estado, o senhor tem à sua disposição R$ 1,9 bilhão de reais. Exijo imediatamente que o senhor entregue todos os documentos”.

CASSEMS

João Henrique estendeu as críticas à Cassems, caixa de assistência dos servidores estaduais, que recebe R$ 500 milhões anuais em subvenções públicas, majoritariamente do Estado, mas também falha no atendimento aos servidores: “A Cassems recebe gratuitamente 500 milhões [de reais] por ano dos patrocinadores que são entes públicos, enquanto as pessoas agonizam”. Recentemente, o TCE-MS determinou fiscalização rigorosa desses recursos após denúncias do deputado, confirmando sua natureza pública.

SANTA CASA É MASSACRADA

Na mesma fala na tribuna, o deputado mostrou o contraste de valores quando se fala em Santa Casa de Misericórdia, referência em atendimento no Estado, mas que sofre, ano após ano, com a falta de recursos. Em reunião esta semana com a direção do hospital, o deputado teve acesso a números assustadores. A Santa Casa de Campo Grande, que assume 55% das internações de alta complexidade no Estado e presta serviço de excelência comprovada em dados abertos, recebe apenas R$ 33 milhões mensais, com índice de 2,7 tabelas SUS – um quarto do Hospital Regional. Após visita de 5 horas à instituição, João Henrique afirmou: “O que a Santa Casa me entregou de documentos, o Estado de Mato Grosso do Sul não nos entrega e não vai ter coragem de entregar”. E defendeu: “A Santa Casa quer de 2,7 passar para 3,7. Se o governador injetar o recurso que ele coloca no regional, o governo não consegue pagar o serviço que a Santa Casa é capaz de produzir”.

O deputado concluiu com um apelo por justiça: “Não há justiça com a saúde e com o pobre hoje no Mato Grosso do Sul”. João Henrique promete fiscalizações e ações para resgatar a transparência e eficiência no setor.

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