A América do Sul foi a superfície de ataque que mais cresceu no mundo em 2025, principalmente por meio de fraudes financeiras e campanhas agressivas de ransomware. No Brasil, os cibercriminosos tiveram como alvo prioritário infraestruturas críticas e serviços governamentais — o mesmo foi registrado na Colômbia e Argentina. As conclusões fazem parte do Compromise Report 2026, que acaba de ser lançado pela Lumu, empresa de cibersegurança criadora do Continuous Compromise Assessment®.
De acordo com relatório, a rápida digitalização do setor bancário na região superou a adoção de medidas de segurança, criando um terreno fértil para fraudes financeiras. Os cinco principais setores afetados por roubo de informações na América do Sul foram, respectivamente, telecomunicações (22,1%), governo (17,5%), educação (15,3%), serviços financeiros (14,5%) e serviços profissionais (6,5%).
O relatório também detecta quatro tendências principais em cibersegurança relacionadas a anonimizadores, droppers e downloaders, roubo de informações e ransomware.
"Este ano, vimos uma mudança estratégica nos métodos de ataque, passando de malwares de alto perfil para técnicas mais furtivas. Não procuramos mais o inimigo no portão; temos que presumir que ele já está dentro. Os atacantes dominaram a arte de camuflar suas atividades em meio a ferramentas legítimas e ruído de rede, trocando a força bruta pela evasão comportamental e privilegiando anonimizadores, tunelamento de DNS e domínios gerados por IA", afirma Ricardo Villadiego, fundador e CEO da Lumu.
"Nosso relatório mais recente serve como um plano de batalha para líderes de segurança, detalhando a anatomia dessas novas ameaças invisíveis, de Keitaro a DeathRansom. Ele destaca a importância do monitoramento persistente, da integração perfeita de ferramentas e da inteligência de ameaças acionável", completa.
O levantamento revela também que os atacantes abandonaram as invasões "ruidosas" em favor de evasões "silenciosas e lentas", uma vez que dominaram táticas de ocultação e se escondem em ferramentas existentes, podendo usar VPNs, sistemas legítimos de distribuição de tráfego ou canais DNS criptografados.
O relatório observa ainda que a evidência mais clara dessa mudança está nas Táticas, Técnicas e Procedimentos (TTPs). Os dados da estrutura MITRE ATT&CK mostram uma outra tendência: os atacantes estão priorizando a evasão acima de tudo. Notavelmente, o Comando e Controle (C2) substituiu a Execução entre as três principais TTPs, sinalizando uma mudança de prioridades — os adversários estão menos preocupados em executar código destrutivo imediatamente e mais focados em manter uma conexão persistente e silenciosa com as redes sem disparar alarmes.
Outras conclusões do Compromise Report 2026 da Lumu incluem:
O Compromise Report 2026 da Lumu pode ser acessado na íntegra por meio deste link.
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