Pacientes em tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) podem ter acesso mais rápido à imunoterapia, tratamento que estimula o sistema de defesa do corpo a reconhecer e atacar células cancerígenas. É o que prevê o PL 2.371/2021 , aprovado nesta terça-feira (10) pelo Senado. O texto vai à sanção.
O projeto, do deputado Bibo Nunes (PL-RS), altera a Lei Orgânica da Saúde ( Lei 8.080, de 1990 ) para prever que a imunoterapia seja usada nos protocolos quando se mostrar superior ou mais segura que as opções tradicionais. Com isso, os pacientes do SUS passariam a ter acesso mais rápido ao tratamento.
— Leva 180 dias e às vezes muito mais para liberar a imunoterapia, tempo este que é o suficiente para o paciente oncológico vir a óbito. Nós não estamos falando de equações, de matemática nem de orçamento, nós estamos falando de vida. Para cada um de vocês, quanto vale uma vida? — questionou a relatora, senadora Dra. Eudócia (PL-AL).
Para ela, não é razoável que o paciente com indicação de imunoterapia para tratamento de câncer tenha que aguardar tanto tempo para a conclusão do processo administrativo de incorporação de medicamento, produto ou procedimento no SUS.
Dra. Eudócia afirmou que a imunoterapia já é adotada em diversos países. Citou Estados Unidos, Reino Unido, Japão, China e Canadá.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde já usa a imunoterapia para alguns casos de câncer, mas a falta de normas ainda representa um desafio para que os pacientes tenham acesso ao tratamento.
A sessão foi acompanhada por representantes de organizações, movimentos e associações de apoio a pacientes com câncer. Ao se dirigir a eles, a senadora mencionou a luta da paciente Dany Catunda, do Distrito Federal, que chegou a iniciar a imunoterapia contra o câncer, mas morreu, tornando-se símbolo da luta pelo acesso ao tratamento.
— A luta da Dany Catunda não foi em vão.Ela se beneficiou da imunoterapia, começaram a regredir as lesões, chegou até um momento sem ter lesão nenhuma. E aí houve um lapso temporal em que faltou a imunoterapia. Eu lamento muito pela morte da nossa querida Dany Catunda. A gente não pode permitir que isso volte a acontecer — disse Dra. Eudócia.
A aprovação foi aplaudida em Plenário. O trabalho da relatora foi elogiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelas senadoras Margareth Buzetti (PP-MT) e Damares Alves (Republicanos-DF), que já enfrentaram o câncer.
Senado Federal Reforma tributária pode ser prejudicial ao esporte, alertam debatedores
Senado Federal Plenário pode votar indicação de Messias e de outras autoridades nesta quarta
Senado Federal Seif critica ação do Ibama e do Ministério Público contra pescadores em SC
Senado Federal Jayme Campos defende acesso ao Pronampe para jovens e idosos
Senado Federal Camilo Santana faz balanço das ações do governo federal na educação
Senado Federal Senado conclui votação de 18 indicados para chefiar embaixadas brasileiras Mín. 21° Máx. 32°
Mín. 20° Máx. 32°
Tempo nubladoMín. 24° Máx. 34°
Tempo nublado
Alípio Neto “Puro interesse em votos, depois tchau”, diz mulher ao criticar atuação de Catan envolvendo a Cassems
Vereador Herculano Borges Palestra de captação de recursos fortalece projetos sociais e amplia impacto em Campo Grande
Deputado Federal Rodolfo Nogueira Rodolfo Nogueira defende pagamento em dinheiro por horas extras de policiais e bombeiros
Deputado Gerson Claro Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel