A gestão de pequenas indústrias brasileiras tem se tornado mais complexa diante das mudanças previstas com a Reforma Tributária. Empresas enquadradas no Simples Nacional, que representam grande parte das empresas brasileiras, podem estar enfrentando dificuldades para organizar informações fiscais, produtivas e financeiras de forma integrada, especialmente quando ainda utilizam planilhas ou sistemas genéricos de controle. Foi o apontado na pesquisa TIC empresas 2023, que revelou que 60% das empresas até 50 funcionários não utiliza sistemas de gestão integrados.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na publicação Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2023, 93,1% das empresas brasileiras tinham até nove pessoas assalariadas, enquanto 5,9% possuíam de dez a 49, evidenciando a predominância de organizações de pequeno porte no país.
Com a Reforma Tributária, que prevê mudanças na apuração de tributos, na forma de incidência de impostos e na prestação de informações fiscais, essas empresas passam a lidar com um cenário que exige maior controle, rastreabilidade de dados e padronização de processos. A falta de sistemas integrados pode aumentar o risco de erros, retrabalho e inconsistências nas informações utilizadas para o controle da operação e das obrigações fiscais.
Nesse contexto, foi lançado recentemente o Nomus Start Industrial, um sistema de gestão voltado exclusivamente para pequenas indústrias optantes pelo Simples Nacional. O software foi desenvolvido pela Nomus, empresa brasileira fundada em 2005 e atuante no segmento de sistemas de gestão para a indústria.
Segundo Rafael Netto, fundador e CEO da Nomus, o lançamento do sistema está relacionado à necessidade de levar a gestão de qualidade a empresas que, historicamente, tiveram acesso limitado a esse tipo de solução.
"Durante muitos anos, pequenas indústrias precisaram recorrer a planilhas e controles paralelos, que são mais vulneráveis a erros e falhas. O Nomus Start Industrial foi criado para possibilitar que essas empresas tenham uma gestão mais organizada e confiável, compatível com sua realidade operacional e tributária", explica.
O uso de ferramentas digitais de gestão tem sido apontado como um fator relevante para a organização das pequenas indústrias. Um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indica que a adoção de sistemas de gestão contribui para o controle da produção, a redução de custos operacionais e a melhoria do processo de tomada de decisão a partir de dados mais confiáveis.
Com a proximidade da implementação das novas regras tributárias, a expectativa é que aumente a busca por soluções de gestão adaptadas à realidade das pequenas indústrias, especialmente aquelas que buscam abandonar planilhas e sistemas genéricos, controlar melhor a produção, reduzir custos e tomar decisões com base em dados consistentes.
Mais informações estão disponíveis no site da empresa desenvolvedora.
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