A segurança no setor logístico brasileiro tem sido historicamente marcada por desafios complexos, que vão além da proteção física das cargas. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, divulgados pela Agência Brasil, mostram que em 2024 foram registrados 10.478 roubos de carga no país, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão.
Embora o número seja expressivo, representa uma queda de 57% em relação a 2019, quando oscasos chegaram a 18.382 e os prejuízos somaram R$ 1,4 bilhão. A redução, segundo especialistas, pode estar diretamente ligada ao avanço tecnológico e à adoção de soluções mais sofisticadas de rastreamento e telemetria.
Nesse cenário, a Ikonn, empresa especializada em engenharia de sistemas de segurança cibernética e rastreamento, tem buscado se posicionar como um dos agentes de transformação do mercado. A companhia aposta na transição do rastreamento reativo, baseado em respostas após o sinistro, para a telemetria preditiva, que busca antecipar riscos e agir preventivamente.
"A Ikonn tem como objetivo atuar como o alicerce tecnológico para as Centrais de Rastreamento. Nos posicionamos não apenas como fornecedores de software, mas como uma empresa de engenharia de sistemas focada em escalar negócios B2B", afirma o CEO André Luiz Ota.
O executivo explica que o mercado tradicional ainda se limita à visualização de mapas, enquanto a Ikonn oferece um ecossistema integrado que combina gestão robusta em plataforma web, experiência do usuário em aplicativos móveis e estratégias de crescimento.
"Nossa premissa é sermos o parceiro que absorve a complexidade técnica e de cibersegurança para que as centrais de rastreamento possam focar exclusivamente na expansão de suas carteiras e no atendimento ao cliente final", acrescenta.
Entre os principais desafios enfrentados pelo setor, o CEO destaca a sofisticação tecnológica do crime organizado. "O uso de jammers, dispositivos que bloqueiam sinais de rastreamento, e a rapidez das abordagens tornaram obsoletas as soluções básicas. Além disso, o setor enfrenta o desafio da ‘eficiência invisível’, ou seja, prejuízos decorrentes de má conduta ao volante, desvios de rota não autorizados e manutenção corretiva excessiva".
"A demanda hoje não é mais apenas sobre ‘onde está o veículo’, mas sobre ‘como este veículo está operando e se ele está seguro agora’. O mercado exige soluções que blindem a operação contra a falha humana e a sabotagem técnica", completa.
André Luiz Ota afirma que, historicamente, o mercado de rastreamento tem operado de forma reativa no Brasil. "Na prática, isso significa que a ação de segurança só começa após o cliente ligar avisando do roubo ou quando o veículo já desapareceu do mapa. No modelo reativo, vendemos a esperança de recuperação; na telemetria preditiva, o foco é vender a prevenção do evento", observa.
Para viabilizar essa transição, a Ikonn desenvolveu um Motor de Eventos Complexos Customizados, capaz de cruzar múltiplas variáveis em tempo real, como status da ignição, voltagem da bateria, entrada em cerca virtual e sensores de porta. O sistema cria uma "inteligência contextual", que identifica se o conjunto de dados representa uma anomalia real e pode tomar decisões autônomas.
A integração entre Internet das Coisas (IoT), telemetria inteligente e segurança cibernética é outro pilar da estratégia da empresa. "A IoT é os ‘olhos’ que captam tudo; a telemetria é o ‘cérebro’ que interpreta se aquele dado representa um risco real; e a segurança cibernética é o ‘escudo’ que tem potencial de garantir que esses dados não sejam interceptados ou falsificados", resume Ota. Essa combinação permite que o sistema identifique tentativas de jammer ou desconexões de bateria e acione protocolos de segurança autônomos, antes mesmo que um operador humano perceba o risco.
As tendências para os próximos anos apontam para a ascensão do Edge Computing, em que o próprio rastreador, equipado com inteligência artificial, toma decisões de bloqueio sem depender do servidor central, eliminando problemas de áreas de sombra, onde o sinal é inexistente.
"A hiperpersonalização da experiência via aplicativos móveis será mandatória. O cliente final quer ter o controle total na palma da mão, com dashboards gerenciais e alertas instantâneos. O futuro pertence às plataformas que conseguirem traduzir Big Data em insights simples e acionáveis para o gestor de frota", projeta o CEO.
Apesar do avanço tecnológico, André Luiz Ota reforça que a acessibilidade é fundamental. "A missão da Ikonn é empoderar o empreendedor de rastreamento. Nós cuidamos da complexidade da tecnologia, dos servidores à segurança de dados, para que as Centrais de Rastreamento possam focar no que fazem de melhor: proteger patrimônios e salvar vidas. Nosso lema é: nós escalamos a tecnologia, você escala o seu negócio", conclui.
Para saber mais, basta acessar:http://www.ikonn.com.br
Tecnologia Digitalização transforma cantinas escolares
Tecnologia IA e drones redefinem prioridades da defesa global
Tecnologia Incerteza no diesel reforça gestão de combustível
Tecnologia Hospitais entram na era da gestão da saúde baseada em dados
Tecnologia Mobilidade urbana amplia demanda por conectividade
Tecnologia Dra. Mariana Scribel explica cuidados com cabelos no inverno Mín. 18° Máx. 28°
Mín. 15° Máx. 18°
ChuvaMín. 13° Máx. 26°
Tempo limpo
Alípio Neto Convites esgotados reforçam sucesso da 11ª Feijoada Tamojunto em Campo Grande
Vereador Papy Papy promove almoço especial de Dia das Mães com sorteios e atrações musicais em Campo Grande
Vereador Herculano Borges Debate Público Maio Laranja reforça proteção à infância e mobiliza rede de enfrentamento à violência infantil em Campo Grande
Deputado Federal Rodolfo Nogueira ”Não vão me calar”, diz Rodolfo Nogueira após fala de Zeca do PT