Um em cada quatro empregos no mundo apresenta potencial exposição à inteligência artificial generativa, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) intitulado "Generative AI and Jobs: A Refined Global Index of Occupation Exposure" (em português, Inteligência Artificial Generativa e Empregos: um índice global refinado de exposição ocupacional), conforme indicado na página 47. Segundo o relatório, o impacto mais provável da tecnologia é a transformação das funções, e não a eliminação dos postos de trabalho, com maior valorização da qualidade das atividades realizadas.
De acordo com o levantamento, apresentado na página 8, o grau de exposição varia conforme o nível de renda dos países. Nas economias de alta renda, cerca de um em cada três empregos apresenta algum nível de contato com a IA generativa, proporção superior à observada em países de renda média e baixa. O estudo também identifica diferenças de gênero, com maior concentração de mulheres em ocupações com potencial mais elevado de automação.
Apesar do cenário, a OIT destaca, nas páginas 9 e 10, que exposição não equivale à substituição direta de trabalhadores. Em grande parte das ocupações, a tecnologia tende a reorganizar tarefas, automatizando etapas operacionais e ampliando aquelas que exigem análise, decisão e interação humana. Para o organismo internacional, o principal desafio está em conduzir essa transição com investimento em qualificação e diálogo social.
Na avaliação de Daniel Maximilian Da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), o avanço da inteligência artificial também redefine a forma como as organizações demonstram a qualidade de sua atuação. Ele observa que certificações passam a ter papel estratégico nesse processo, ao combinar critérios objetivos, uso de tecnologia e transparência. Como exemplo, cita a LAQI Q-ESG Certification, que avalia qualidade, aspectos ambientais, sociais e de governança com métricas claras e registros em blockchain.
"A tecnologia é essencial, mas, no ambiente corporativo, qualidade exige evidências. Por isso, processos como os da Q-ESG envolvem análise inicial, coleta de dados, recomendações práticas e certificação com registro público e verificável. Só assim a informação pode ser comunicada com credibilidade", afirma.
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