A aceleração da transformação digital e a busca por maior eficiência operacional colocam os sistemas de gestão no centro das estratégias empresariais em 2026. Em um ambiente de negócios marcado por mudanças fiscais, necessidade de compliance rigoroso e processos cada vez mais automatizados, empresas de diferentes portes passam a enxergar os ERPs como infraestrutura básica para manter competitividade, controle e capacidade de reação rápida às mudanças do mercado.
Nesse contexto, pesquisas de mercado indicam que soluções em nuvem, uso intensivo de dados e integração de áreas antes isoladas tendem a sustentar um novo ciclo de investimento em tecnologia de gestão no país. A combinação de Big Data, Inteligência Artificial e automação de processos administrativos e operacionais passa a ser vista não apenas como tendência, mas como requisito para sustentar crescimento e rentabilidade no médio prazo.
A Pesquisa Panorama Mercado Software aponta que 33% das empresas brasileiras planejam investir em ERPs até 2026. A pesquisa indica ainda que 12,2% das companhias planejam investir em soluções de Business Intelligence (BI) e 10,15% têm intenção de migrar suas operações para ambientes em nuvem. Segundo estudo divulgado pela Fortune Business Insights, o mercado global de ERP deve apresentar uma taxa média de crescimento anual de 13% até 2032.
Nesse ambiente de expansão, grandes fornecedores globais de ERP mantêm presença relevante no mercado brasileiro. De acordo com dados citados por consultorias do setor, a SAP concentra 77% de participação entre as 200 maiores empresas do país.
Para Marcelo Furtado, Head de Tecnologia da Upper, consultoria especializada na implantação de SAP Business One e Gold Partner da SAP há 19 anos, esse conjunto de fatores explica a expectativa de um boom de sistemas de gestão em 2026. "O mercado vem mostrando que ERP robusto deixou de ser diferencial e passou a ser condição para um crescimento mais seguro, com controle e previsibilidade. Em 2026, a combinação de integração, IA e dados em tempo real será decisiva para competitividade digital", afirma.
Furtado observa que a alta demanda aparece também na agenda de eventos especializados. "A Upper confirma participação na 8ª edição do ERP Summit Brasil 2026, nos dias 17 e 18 de março, no Expo Center Norte, em São Paulo, considerado o maior encontro latino-americano sobre software e gestão empresarial. Ali, temas como transformação digital, automação de processos e uso estratégico de dados mostram, na prática, como o ERP se consolida como base tecnológica das empresas", diz.
Segundo ele, a pressão regulatória e a sofisticação dos modelos de negócio devem reforçar o papel dos sistemas de gestão ao longo do próximo ano. "As mudanças fiscais, compliance, automação e necessidade de visibilidade em tempo real explicam por que tantos projetos de ERP estão sendo revisitados ou substituídos. Em 2026, o ERP tende a ser visto cada vez mais como plataforma estratégica para adaptação rápida e sustentabilidade do negócio, não apenas como ferramenta administrativa", conclui Furtado.
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