O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a posição do governo de orientar contra a votação do projeto que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. O texto foi aprovado ontem pela Câmara com 370 votos a favor do texto do relator, 110 votos contrários e 3 abstenções .
Deputados da base governista argumentaram que o texto aprovado pode dificultar ações da Polícia Federal. Segundo Motta, a Câmara aprimorou o projeto enviado pelo Executivo, endureceu penas e tipificou novos crimes.
Ele concedeu uma entrevista à rádio CBN nesta manhã e rebateu as críticas.
“Quem cria essas narrativas é que não teve coragem de votar a favor da proposta e hoje tem que se justificar. Quem votou contra tem que dar sua cara a tapa e explicar por que ficou contra a matéria. Não admitimos que falsas narrativas fossem criadas por quem não teve coragem de votar a favor da matéria”, criticou Motta.
Para Hugo Motta, não se trata de derrotar o governo ou votar a favor do Planalto, mas sim de aprovar uma pauta da sociedade. Ele afirmou que a escolha do relator, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), foi acertada pela experiência do parlamentar no combate ao crime organizado.
“Pudemos contribuir com essa proposta, construir um texto possível e viável, numa proposta eficiente no combate ao crime. Esquecendo essa polarização, a Câmara deu a resposta mais dura da história da Câmara no enfrentamento ao crime, foi aprovada por amplo apoio”, afirmou o presidente.
Motta disse esperar que o Senado avalie a proposta e se declarou disposto ao diálogo para que o melhor texto seja aprovado pelo Parlamento brasileiro. O presidente destacou que é do processo legislativo a revisão da outra Casa legislativa. “Só temos um compromisso: com o acerto. Se o Senado alterar, vamos analisar. O que existe é uma vitória da sociedade, não da esquerda ou da direita”, disse.
“Posso atestar que é uma proposta melhor e mais dura no enfrentamento do crime organizado do que a proposta que chegou do Executivo. Tenho a convicção de que a Câmara avançou muito. [Eventual alteração do Senado] é viver no sistema bicameral. O que não irá nos faltar é disposição de dialogar com o Senado, de construir a proposta final”, afirmou Hugo Motta.
PEC da Segurança
Motta reafirmou que pretende votar a PEC da Segurança Pública ainda este ano. O presidente destacou que a previsão é que o texto seja aprovado na comissão especial até o dia 4 de dezembro e, depois dessa data, a proposta vai direto para o Plenário para ser votada pelos deputados.
“Queremos, antes do final do ano, aprovar a PEC da Segurança Pública, dando mais uma sinalização da nossa prioridade com a pauta da segurança pública”, defendeu Motta.
Câmara Sessão na Câmara marca Dia da Síndrome de Down e reforça combate à exclusão
Câmara Comissão aprova sistema digital de rastreamento para combater comércio ilegal de ouro
Câmara Comissão aprova projeto que criminaliza divulgação de jogos perigosos para crianças na internet
Câmara Comissão aprova proposta que exige acessibilidade digital em contratação pública
Câmara Comissão aprova isenção de impostos para prova de rédeas condicionada a projetos sociais
Câmara Comissão aprova fim da compra obrigatória de créditos de carbono por seguradoras Mín. 22° Máx. 30°
Mín. 22° Máx. 30°
Chuvas esparsasMín. 22° Máx. 32°
Tempo limpo
Deputado Federal Rodolfo Nogueira Rodolfo Nogueira cobra respostas sobre divulgação do MST em concurso federal
Vereador Herculano Borges Projeto Vida Plena promove ação de saúde bucal e reforça qualidade de vida para a melhor idade em Campo Grande
Deputado Gerson Claro Gerson Claro apresenta moção de apoio à árbitra Daiane Muniz e reforça enfrentamento ao machismo no esporte
Alípio Neto Desfile politizado termina em vexame e rebaixamento de escola que exaltou Lula e atacou valores cristãos