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Diretores da Anvisa, ANTT e outras agências reguladoras gastaram R$ 5,6 milhões com viagens internacionais

Em um cenário de restrições orçamentárias que afeta diversas instituições do governo brasileiro, as viagens internacionais de diretores de agências reguladoras em 2024 chamaram atenção

24/01/2025 15h44 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Redação
Diretores da Anvisa, ANTT e outras agências reguladoras gastaram R$ 5,6 milhões com viagens internacionais

Em um cenário de restrições orçamentárias que afeta diversas instituições do governo brasileiro, as viagens internacionais de diretores de agências reguladoras em 2024 chamaram atenção pela elevada cifra de R$ 5,6 milhões gastas com passagens e diárias.

Ao todo, esses diretores realizaram 198 viagens para destinos ao redor do mundo, o que levanta questionamentos sobre o uso dos recursos públicos, especialmente considerando os cortes de aproximadamente 20% nos orçamentos das agências, conforme alertado pelas próprias instituições.

Custos dos diretores das agências reguladoras

No topo da lista de viajantes está o contra-almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até dezembro de 2024. Durante o ano passado, ele passou 106 dias no exterior, com um custo de R$ 632 mil, visitando países como Portugal, Cuba, Estados Unidos, México e China, entre outros. Entre as viagens mais notórias, está a participação no 12º Fórum Jurídico de Lisboa, evento que custou R$ 40,6 mil aos cofres públicos. O encontro ficou famoso pelo apelido “Gilmarpalooza”, em referência ao ministro do STF, Gilmar Mendes.

Enquanto as agências reguladoras enfrentam dificuldades financeiras e até demissões de mão de obra terceirizada, o caso das viagens internacionais levanta dúvidas sobre a gestão dos recursos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por exemplo, foi uma das mais afetadas pelos cortes orçamentários, com a instituição alertando que tais medidas poderiam prejudicar suas operações essenciais. Mesmo com essas dificuldades, o diretor da ANTT, Felipe Fernandes Queiroz, passou 65 dias fora do país, com um custo de R$ 217,3 mil.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), representada por Artur Coimbra de Oliveira e Alexandre Freire, também figura entre os diretores que mais viajaram, com 57 dias fora do Brasil.

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