Os hospitais privados brasileiros têm enfrentado uma pressão financeira que exige habilidade cirúrgica para manter o nível de atendimento. Somente no ano passado, cerca de R$ 5,8 bilhões em pagamentos foram retidos pelas operadoras de planos de saúde, o que corresponde a 15,89% do faturamento projetado dos hospitais, segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Esse cenário contribui para a sobrecarga de trabalho e alta rotatividade de profissionais.
Algumas instituições, no entanto, têm recorrido à inteligência de dados e redesenhos de processos para tornar suas operações mais eficientes e sustentáveis. Um dos maiores hospitais de São Paulo passou por um projeto de reestruturação, conhecido como capacity planning, conduzido pela INFORM, empresa do ecossistema Ekantika Saúde.
A empresa desenvolveu um diagnóstico de eficiência operacional que mede o nível de maturidade dos hospitais em diferentes áreas, como gestão assistencial, administrativa e financeira. Com o apoio de inteligência artificial (IA), que cruza dados já disponíveis nos sistemas hospitalares, o diagnóstico permite identificar gargalos críticos e propor oportunidades de melhoria que vão desde a organização de equipes até a redução de desperdícios financeiros.
“Com isso, foi possível organizar turnos e equipes de forma mais equilibrada, reduzindo sobrecarga e garantindo qualidade de atendimento. O projeto deu visibilidade inédita sobre onde estavam os gargalos e como corrigi-los”, explica Gabriel Roque, CEO da INFORM Brasil.
Ele ressalta que os ganhos vão além da economia. “Ao integrar algoritmos inteligentes de planejamento de equipes, os hospitais não apenas reduzem custos, mas conseguem dimensionar melhor recursos humanos e ampliar a qualidade assistencial, um benefício direto para pacientes”, afirma.
Já em uma grande rede hospitalar no Espírito Santo, o diagnóstico de eficiência operacional da Ekantika identificou oportunidades de melhoria significativas nos fluxos de admissão e faturamento. O estudo apontou que, com ajustes e unificação de processos, seria possível reduzir desperdícios de um hospital da rede em até 5% da Receita Operacional Bruta (ROB) — um impacto potencial estimado em aproximadamente R$ 2 milhões.
De acordo com Rodrigo Sato, diretor-executivo da Ekantika Saúde, a metodologia funciona como um “copiloto” das lideranças hospitalares. “É como na prática médica: construímos soluções personalizadas, conectando estratégia clínica, operação, tecnologia e gestão, a partir de um diagnóstico rigoroso e personalizado. Nosso foco é ajudar hospitais a quebrar o ciclo crônico de ineficiência e falta de visibilidade, que consome até R$ 13 bilhões por ano em desperdícios no setor”, explica.
A Ekantika Saúde tem atuado em grandes instituições do setor, como Dasa, Hospital Israelita Albert Einstein, Sírio-Libanês, A.C. Camargo, Hospital Care e Athena Saúde. Com os resultados conquistados, a Ekantika consolida sua posição no setor de saúde, apoiando hospitais a enfrentar os atuais desafios de gestão. “O futuro dos hospitais está em jogo, e acreditamos que eficiência é a chave para garantir não apenas sobrevivência financeira, mas também qualidade assistencial e inovação”, conclui Rodrigo Sato.
Sobre a Ekantika Saúde
A Ekantika Saúde é um ecossistema que integra dados, tecnologia, gestão e pessoas. Atua junto a grandes hospitais brasileiros para melhorar produtividade e reduzir desperdícios ao longo de toda jornada do paciente e no ciclo da receita hospitalar.
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