O Projeto NAVIO (Navegação Ampliada para a Vigilância Intensiva e Otimizada) consolidou-se como um marco na saúde pública brasileira em 2024, levando assistência e inovação para comunidades ribeirinhas do Pantanal. Por meio de uma abordagem integrada de Saúde Única, o projeto não apenas atendeu moradores de regiões remotas, mas também investigou a relação entre saúde humana, animal e ambiental, impactadas pelas mudanças climáticas.
Neste ano, o projeto alcançou reconhecimento nacional e estadual ao conquistar o 2º lugar na 28ª edição do Concurso de Inovação no Setor Público, promovido pela ENAP (Escola Nacional de Administração Pública), e o 2º lugar no XIX Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública, realizado pela Escolagov (Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul). As premiações destacaram o caráter inovador da iniciativa, que fortalece a gestão pública e promove acesso a serviços de saúde de qualidade para populações vulneráveis.
Realizado por meio de uma parceria entre a SES/MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), Marinha do Brasil, Fiocruz Minas (Fundação Oswaldo Cruz de Minas Gerais) e SES/MT (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso), o projeto tem como objetivo monitorar e melhorar a saúde das comunidades do Pantanal, analisando patógenos que afetam a saúde humana, animal e ambiental. A iniciativa é pioneira no país, integrando tecnologia, pesquisa e atendimento direto.
Em sua segunda expedição, realizada em março, o projeto passou por seis comunidades ribeirinhas, incluindo Corumbá, onde realizou mais de 500 atendimentos médicos e odontológicos. Além disso, foram promovidas ações de vigilância em saúde, vacinação, distribuição de filtros de água e educação sanitária.


“Encerramos 2024 com grande orgulho pelo trabalho realizado pelo Projeto NAVIO, que transformou a realidade das comunidades ribeirinhas do Pantanal. Por meio de uma abordagem integrada de Saúde Única, levamos atendimento médico, odontológico, educação em saúde e vigilância genômica para quem mais precisa. Este projeto é um marco de inovação e cuidado, que impacta diretamente a vida das populações mais vulneráveis e, em 2025, seguiremos firmes no compromisso de ampliar essas ações e levar mais saúde e dignidade para o nosso Pantanal”, enalteceu a secretária adjunta estadual de Saúde, Crhistinne Maymone.
Para janeiro de 2025, está prevista a terceira expedição do projeto, com duração de 21 dias, percorrendo o trecho entre Ladário e Porto Murtinho. A iniciativa incluirá novas tecnologias e parcerias, ampliando o alcance das ações e a coleta de dados para fortalecer o monitoramento da saúde pública na região.
"Trabalhando de forma integrada entre diferentes setores, conseguimos alcançar resultados expressivos para as populações ribeirinhas e para o estado como um todo. É muito gratificante perceber o impacto direto na vida dessas pessoas e ver nosso esforço reconhecido por meio das premiações”, destacou Danila Frias, coordenadora de Saúde Única da SES/MS.


O Projeto NAVIO é um exemplo de inovação e compromisso, não apenas com a saúde das populações ribeirinhas, mas também com a sustentabilidade e a inclusão, alinhando-se às diretrizes do Governo de Mato Grosso do Sul para reduzir desigualdades e promover o bem-estar das comunidades mais distantes.
Parcerias
Além da SES/MS, Marinha do Brasil, Fiocruz Minas e SES/MT, o projeto conta com o apoio dos Lacens (Laboratório Central de Saúde Pública) de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná, alunos e professores do programa de pós-graduação de doenças infecciosas e parasitárias da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), pesquisadores da Fiocruz Mato Grosso do Sul, universidades federais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Ouro Preto, universidades estaduais de Mato Grosso do Sul e de Feira de Santana da Bahia, Embrapa, OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde), Ministério da Saúde, Loccus, Biomanguinhos, IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná), prefeituras de Ladário, Corumbá e Porto Murtinho, Instituto Erasmus de Roterdan da Holanda, Universidade de Stellenbosch da África do Sul, Universidade de Sidney da Austrália e Sistema OCB/MS.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES
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