Em um ano de diversas conquistas para a saúde pública, a CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul) celebrou seus 25 anos de existência com a realização do primeiro transplante de fígado no estado. O procedimento, realizado em julho no HAP (Hospital Adventista do Pênfigo), em Campo Grande, foi um divisor de águas para os pacientes que, até então, precisavam buscar o tratamento em outros estados.
O transplante pioneiro foi realizado em um homem de 60 anos, natural de Ponta Porã, que enfrentava uma grave condição hepática. Após anos de acompanhamento médico e de espera, ele recebeu o órgão de um doador compatível e iniciou sua recuperação no próprio estado. Segundo a coordenadora da CET/MS, Claire Miozzo, o feito representa um avanço significativo para os sul-mato-grossenses.
“Agora, com o HAP habilitado, nossos pacientes podem realizar o transplante de fígado sem a necessidade de se deslocar para outros centros, o que reduz custos e traz maior conforto aos pacientes e suas famílias”, explica Claire.
A habilitação do HAP, formalizada em 2023, foi fruto de um trabalho de anos, com adequação estrutural e cumprimento dos critérios do Ministério da Saúde. A expectativa é que sejam realizados pelo menos 69 transplantes hepáticos por ano no estado.
Trajetória da CET/MS: 25 anos de esperança e conquistas

Criada em 1999, a CET/MS foi criada para atender à crescente demanda por transplantes. Em seus 25 anos, a instituição já acompanhou a realização de 19 transplantes de coração, 4.006 de córneas, 769 de rins, 65 de tecidos musculoesqueléticos e 11 de medula óssea autogênico, além de 12 transplantes de fígado realizados em 2024.
Mais do que números, a Central tem se dedicado a conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos. Campanhas educativas e parcerias com hospitais têm ampliado a adesão das famílias, que, mesmo em momentos de dor, dizem “sim” à doação e salvam vidas.
Comemorando 25 anos de trajetória, a CET/MS reafirma seu compromisso com a saúde e a esperança no estado. Cada transplante realizado é um símbolo de superação e solidariedade. Apesar dos avanços, o número de doadores ainda é insuficiente.
A negativa familiar à doação é um dos maiores desafios enfrentados pela Central. Claire Miozzo destaca a importância de sensibilizar a população: “Dizer ‘sim’ à doação de órgãos é transformar a dor em esperança. Nosso objetivo é salvar ainda mais vidas”, esclarece.
O futuro da CET/MS é promissor, e a meta é ampliar o número de transplantes realizados, salvando ainda mais vidas. Para isso, a conscientização da sociedade sobre a importância da doação de órgãos segue como a principal ferramenta para transformar o cenário e continuar escrevendo histórias de renascimento.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Divulgação HAP (capa) / Divulgação SES
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