Em comemoração ao mês da imigração japonesa no Brasil, o Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realiza de 16 a 18 de junho, sempre a partir das 19 horas, a Mostra de Cinema Japonês, com entrada gratuita e sessões seguidas de debates educativos.
A curadoria da mostra é assinada pelos especialistas Celso Higa, do Instituto Histórico e Geográfico de MS (IHGMS) e Júlio Bezerra, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Com exibições que contemplam clássicos e contemporâneos do cinema japonês, o evento reforça o papel do CineMIS, que desde 2014 promove sessões gratuitas e forma um espaço ativo de diálogo entre a sétima arte e o público sul-mato-grossense.
Para o curador Celso Higa, a seleção dos filmes foi guiada por critérios tanto históricos quanto temáticos. “A curadoria buscou obras que dialogassem com questões universais e, ao mesmo tempo, revelassem nuances da cultura japonesa. Foi um processo cuidadoso, que envolveu pesquisa, sensibilidade e, sobretudo, respeito à trajetória cinematográfica do Japão”, explica.
O coordenador do Museu da Imagem e do Som, Márcio Veiga, destaca que a mostra marca um novo momento, que passa por um processo de renovação em sua proposta estética e programática.
“Estamos reformulando o MIS com novas ações, mais acessibilidade e uma programação que valoriza a diversidade cultural. Essa mostra é só o começo de uma série de atividades que vão reposicionar o museu como um centro pulsante de cultura e arte contemporânea em Mato Grosso do Sul.”

Programação
16 de junho (segunda-feira)
A Balada de Narayama (Narayama Bushi-ko, 1983, 128 min)
Em um vilarejo japonês do século XIX, uma tradição determina que os idosos, ao completarem 70 anos, devem ser levados à montanha para morrer. Orin, prestes a atingir essa idade, está mais preocupada com o futuro do filho do que com seu destino. Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
17 de junho (terça-feira)
Tabu (Gohatto, 1999, 100 min)
Em uma tropa de samurais no Japão feudal, a chegada de um jovem andrógino abala a hierarquia e o desejo reprimido entre os guerreiros. Uma obra densa sobre desejo, repressão e honra.
18 de junho (quarta-feira)
Sob o Céu Aberto (Subarashiki Sekai, 2020, 126 min)
Mikami, ex-integrante da Yakuza, tenta recomeçar após 13 anos na prisão. Comovente e atual, o filme mostra os desafios da reintegração e da busca por identidade.
A Mostra de Cinema Japonês representa não apenas um mergulho na rica cinematografia do Japão, mas também um convite à reflexão sobre temas universais — envelhecimento, repressão, identidade e pertencimento — que atravessam fronteiras e tocam públicos diversos.

Serviço
Ana Ostapenko, Comunicação Setesc
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