O combate à tuberculose no sistema prisional brasileiro ganhou destaque durante o Seminário Nacional de Tuberculose em Pessoas Privadas de Liberdade.
A metodologia aplicada na triagem sistemática nas unidades penais de Mato Grosso do Sul combina tecnologias avançadas, como radiografia portátil e inteligência artificial para análise de imagens, com ações educativas e de mobilização comunitária.
Essa combinação tem permitido identificar casos de tuberculose de forma precoce, reduzindo a transmissão e melhorando os desfechos de saúde.
Realizado nos dias 7 e 8 de maio, em Brasília (DF), o evento reuniu profissionais de saúde, gestores públicos, representantes do sistema penitenciário e especialistas em saúde pública, com o objetivo de fortalecer a rede de atenção à saúde nas unidades prisionais, promovendo ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz da tuberculose.
Entre os momentos mais significativos do seminário, destaca-se apresentação da experiência ‘Abordagens escaláveis e engajadas com a comunidade para triagem sistemática nas prisões do Brasil’, apresentada pelo Dr. Everton Ferreira Lemos, pesquisador do Grupo de Tuberculose da Fiocruz/MS. O Trabalho foi destacado pelo Ministério da Saúde como experiência exitosa, demonstrando seu impacto positivo nas estratégias de detecção e controle da tuberculose em ambientes prisionais.
O trabalho conta com a autoria de um grupo de pesquisadores, incluindo Everton Ferreira Lemos, Caroline Busatto, Crhistinne Cavalheiro Maymone Gonçalves, José Victor Bortolotto, Mariana Croda, Paulo Cesar Pereira Dos Santos, Andrea da Silva Santos, Thais Oliveira Gonçalves, Argita Salindri, Alessandra Moura da Silva, Eunice Atsuko Totumi Cunha, Roberto Dias de Oliveira e Yiran Liu, Jason R. Andrews e Julio Croda. Sob a liderança do Dr. Julio Croda e Dr. Jason Andrews, a equipe tem desenvolvido abordagens inovadoras e escaláveis, que integram o engajamento comunitário para assegurar a adesão e o sucesso das estratégias de triagem.

A secretária-ajunta de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, que também integra a grupo de pesquisadores, Crhistinne Maymone, avalia que o reconhecimento da iniciativa como referência nacional pelo Ministério da Saúde é um marco importante para a saúde pública, evidenciando o papel fundamental da pesquisa e da inovação na melhoria da assistência à saúde em ambientes de alta vulnerabilidade.
“A combinação inovadora de tecnologias avançadas, aliada às ações de educação e mobilização, tem se mostrado decisiva para a detecção precoce da doença nas unidades prisionais do Estado. Essa conquista evidencia o papel fundamental da pesquisa e da inovação na busca por soluções eficazes que melhorem a assistência à saúde prisional”, enfatiza Crhistinne Maymone.
O sucesso da experiência reforça o compromisso do Estado de Mato Grosso do Sul e do grupo de pesquisa em contribuir para o enfrentamento da tuberculose em populações vulneráveis, especialmente no sistema prisional, onde os desafios de saúde são significativos.
Helton Davis, Comunicação SES
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