Entre os dias 5 e 7 de junho, o Parlamento brasileiro receberá representantes de 35 delegações de diferentes países para o Fórum Parlamentar do Brics. Formado oficialmente em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo de países que compõem o Brics conta hoje com mais sete integrantes: a África do Sul, que ingressou, em 2011; Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia e Irã, que entraram no ano passado; e a Indonésia, admitida no início deste ano.
Esta será a 11ª edição do fórum e, pela primeira vez, o evento será aberto à participação da sociedade.
O coordenador do Fórum Parlamentar na Câmara dos Deputados, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), acredita que isso torna o evento deste ano ainda mais promissor. “Os diplomatas dos outros países estão muito otimistas, porque agora, sim, vai ter mais gente, não vão ser só os líderes, mas a sociedade civil, empresários e, depois, a reunião dos líderes em julho.”
Protecionismo
O Brasil coordena o Brics neste ano de 2025 e foi um pedido do governo brasileiro que houvesse participação popular nas discussões. Como pauta prioritária, o Brasil propôs dois temas: a cooperação entre os países do chamado Sul global e o fortalecimento de parcerias entre os países do bloco para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.
Para Fausto Pinato, será uma oportunidade para ampliar a cooperação entre os países como forma de reduzir as incertezas do cenário internacional, especialmente diante das medidas protecionistas adotadas pelo governo dos Estados Unidos.
Na opinião do deputado, o Brasil precisa aproveitar a cooperação com os países do Brics para investir em desenvolvimento tecnológico e fortalecer a indústria nacional. “O Brasil precisa de tecnologia e reindustrialização e potencializar as exportações. Entendo que o Brics abriu novas portas e novos aportes financeiros para tentar fazer incentivos e parcerias privadas em segmentos estratégicos", afirmou.
Fausto Pinato ressalta ainda a importância do Brics no cenário global. O deputado lembra que os países do grupo respondem por mais ou menos metade da população e por quase 40% do PIB mundial.
De acordo com o site do governo brasileiro sobre o Brics, o Brasil exporta mais para os parceiros do grupo do que importa. A página informa que, em 2024, 36% das exportações brasileiras foram para os integrantes do Brics, o que corresponderia a 121 bilhões de dólares. Já as importações de mercadorias desses parceiros teriam ficado em 88 bilhões de dólares.
Após o Fórum Parlamentar em Brasília, ocorrerá a 17ª Reunião de Cúpula do Brics, encontro dos dirigentes dos países do bloco, no Rio de Janeiro. O encontro será nos dias 6 e 7 de julho. O Brasil já sediou outras três reuniões em 2010, 2014 e 2019.
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