Rio de Janeiro — Em mais um capítulo que levanta sérias preocupações sobre a politização do Judiciário brasileiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi surpreendido nesta quarta-feira (24) com a tentativa de entrega de uma intimação enquanto se encontrava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tratando complicações de saúde.
A cena, registrada por presentes no hospital e amplamente divulgada nas redes sociais, mostra o ex-chefe do Executivo visivelmente incomodado, questionando a oficial de justiça:
"A senhora tem ciência que está em uma UTI?"
Bolsonaro, que passa por tratamento relacionado a problemas intestinais, recebeu apoio instantâneo de parlamentares, juristas e milhões de apoiadores nas redes sociais. A hashtag **#RespeitemOBolsonaro** dominou os trending topics do X (antigo Twitter), refletindo a indignação de grande parte da população com o que foi visto como um abuso institucional.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi enfática:
"Não estamos mais falando de Justiça, estamos falando de perseguição. Intimar um homem doente, em uma UTI, é algo que não se faz nem com criminosos condenados."
Juristas ligados ao meio conservador também criticaram a conduta da oficial. Para o advogado Carlos Velloso Filho, a ação pode configurar abuso de autoridade:
"Existem protocolos claros para situações como essa. A dignidade do paciente deve sempre ser resguardada. Estamos ultrapassando limites perigosos."
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi direto:
“Bolsonaro é um paciente, não um criminoso. O que aconteceu hoje é um retrato do autoritarismo disfarçado de legalidade”. A hashtag #RespeitemOBolsonaro chegou ao topo dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) em poucas horas.
A defesa de Bolsonaro promete acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outras instâncias para responsabilizar os envolvidos.
O episódio de hoje não diz respeito apenas a Jair Bolsonaro. Diz respeito ao Brasil, à democracia e ao equilíbrio entre os poderes. Quando um cidadão — seja ele quem for — é abordado judicialmente enquanto luta por sua saúde em uma UTI, é hora de parar e refletir: até onde vai o ódio político?
A perseguição disfarçada de legalidade é o primeiro passo rumo ao autoritarismo. E dessa vez, foi dentro de um hospital.
A pergunta que fica no ar: até onde irão os tentáculos da perseguição política no Brasil?
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