O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, destacou o legado de justiça social deixado pelo papa Francisco, morto nesta segunda-feira (21) , no Vaticano, aos 88 anos de idade. Dom Orani celebrou uma missa pela alma do pontífice na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, no centro da cidade.
"Nós agradecemos por sua vida e missão. O papa nos fez chegar mais próximo do povo, das pessoas e preocupado com tantas situações tanto da ecologia como também da fraternidade, do diálogo inter-religioso ecumênico, também as preocupações com as pessoas que vivem em guerra", disse dom Orani na missa.
Mais cedo, em coletiva na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o cardeal destacou a preocupação de Francisco com os mais pobres e necessitados, com a paz no mundo.
"Ele teve um grande trabalho na questão social. Seu legado será estudado, aprofundado, em tantos aspectos sobre o seu pontificado. Ele também tinha uma grande preocupação com a Igreja, uma Igreja mais simples, mais próxima das pessoas, e de valorizar o papel da mulher na Igreja, colocando em cargos importantes, não só no Vaticano, mas nas grandes decisões também. Ele sempre teve preocupação com a justiça social e era muito antenado com o mundo de hoje", disse dom Orani, que vai participar das exéquias do papa Francisco no Vaticano e de seu primeiro conclave que vai escolher o novo pontífice.
Membro do Apostolado da Oração da Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Glória, a dona de casa Dicelene Lopes Campos disse que não esperava a morte do papa.
"Ele foi uma pessoa maravilhosa. Colocou a América do Sul em destaque, participando da Igreja. Deu destaque às mulheres. Atualizou muitas coisas na Igreja. Gostava de ele ser franciscano, humilde", disse.
Vestida com uma camisa da Jornada Mundial da Juventude, a primeira viagem internacional de Francisco como papa ao Rio de Janeiro, Cleusa Maria Augusto, de 78 anos de idade, lembra da participação do papa na jornada.
"Deixou só coisas boas. Ele fez tudo de bom. Infelizmente chegou a hora dele".
O governo do estado do Rio de Janeiro decretou luto de 3 dias pela morte do papa. A prefeitura da cidade decretou luto de 7 dias.
Em nota, a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), disse que a Igreja, a Companhia de Jesus e a comunidade universitária se despedem de um líder inspirador, que “fez história ao se tornar o primeiro papa jesuíta, o primeiro das Américas e do Hemisfério Sul e o primeiro não europeu eleito em Roma em mais de mil anos. Seu pontificado foi marcado pela fé, humildade e compromisso com os mais necessitados”.
"Guiado pelos princípios jesuítas, o papa Francisco uniu tradição e inovação, promovendo transparência no Vaticano, ampliando espaços de escuta e renovação dentro da Igreja e destacando a importância da ética e da responsabilidade social no avanço tecnológico", diz comunicado da PUC-Rio.
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