Neste 7 de abril, é celebrado o Dia do Perito Médico-Legista — profissionais que unem conhecimento técnico, sensibilidade e responsabilidade para esclarecer fatos e garantir o direito à verdade. Em Mato Grosso do Sul, a data é marcada pelo reconhecimento da atuação desses especialistas dentro da estrutura da Polícia Científica.
Filmes e séries ajudaram a construir a ideia de que o perito médico-legista atua apenas em necropsias de vítimas de assassinato, acidentes fatais ou mortes misteriosas. Mas a realidade é bem mais ampla.
Na prática, a maior parte dos atendimentos realizados por esses profissionais é voltada a pessoas vivas. Eles são responsáveis por avaliar vítimas de lesões corporais, violência doméstica, crimes sexuais e também por realizar exames em custodiados .
Para exercer a função, é necessário ser médico, com diploma reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação) , e ser aprovado em todas as etapas do concurso público. A formação específica acontece na Academia de Polícia, última fase do processo seletivo, onde os candidatos recebem capacitação técnica para atuar como peritos médico-legistas.
O trabalho desses profissionais resulta em laudos que embasam investigações, decisões judiciais e medidas de proteção. Sua atuação contribui diretamente para a produção de provas técnicas que orientam o sistema de justiça.


O estado conta atualmente com 98 peritos médico-legistas, que atuam nas 14 URPIs (Unidades Regionais de Perícia e Identificação), cobrindo todas as cidades do interior. Em Campo Grande, os atendimentos são realizados pelo IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e por seções especializadas, como na Casa da Mulher Brasileira, no “Plantão da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e no Fórum Heitor Medeiros.
Apesar do caráter técnico, o trabalho desses profissionais exige sensibilidade. Em cada atendimento, há histórias de dor, silêncio e, muitas vezes, desamparo. O papel do perito médico-legista é dar voz a essas histórias por meio da ciência.
Para o coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, José de Anchiêta Souza Silva, o trabalho do perito médico-legista é essencial não apenas para a segurança pública, mas para a dignidade humana.
“Esses profissionais lidam com o corpo humano em sua forma mais vulnerável. Seu compromisso vai além da técnica: é um compromisso com a verdade, com o respeito à vida e com a responsabilidade de entregar à sociedade respostas baseadas na ciência”, afirma.
A data reforça a importância desses servidores públicos que, com ética, precisão e empatia, desempenham um papel silencioso, porém indispensável para a promoção da justiça.

Comunicação Polícia Científica
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