A declaração da primeira-dama, Janja Lula da Silva, de que “não nasceu para ser dona de casa” provocou um intenso debate na sociedade e, em especial, entre pensadores e representantes da direita brasileira. O comentário, feito durante um evento recente, foi interpretado de diferentes formas e suscitou críticas por parte de setores mais conservadores, que veem na fala um desmerecimento do papel tradicional da mulher na família.
Ela vai continuar fazendo o que ela faz, porque a mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa. Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser, e vai andar para onde ela quiser, é assim que eu acho que é o papel da mulher.
Lula, a jornalistas no Vietnã…
Para muitos analistas da direita, a declaração de Janja reflete uma visão progressista que desvaloriza as mulheres que escolhem a dedicação exclusiva ao lar e à família. O sociólogo e escritor Flávio Morgenstern acredita que esse tipo de discurso vem se tornando recorrente dentro da esquerda e que há uma tentativa de deslegitimar a opção pela maternidade e pelo cuidado do lar.
“A ideia de que ser dona de casa é algo menor ou ultrapassado está na raiz do pensamento progressista. O feminismo de esquerda tenta impor um modelo único de mulher, desprezando aquelas que optam por seguir um caminho mais tradicional”, afirmou Morgenstern.
Outro expoente da direita, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), usou as redes sociais para criticar a fala da primeira-dama. “Respeito a escolha de cada mulher, mas não admito que se menospreze aquelas que dedicam suas vidas ao lar. Ser dona de casa é uma missão nobre e essencial para a estrutura familiar”, escreveu.
Já o economista e comentarista político Rodrigo Constantino apontou que a fala de Janja reflete uma visão elitista, ignorando que muitas mulheres não têm outra alternativa senão se dedicar à casa e aos filhos. “É fácil falar que não nasceu para ser dona de casa quando se tem empregados e uma estrutura de poder que permite essa liberdade. A maioria das brasileiras não tem esse luxo”, argumentou Constantino.
Por outro lado, setores mais liberais do espectro político minimizaram a polêmica, afirmando que cada mulher deve ter a liberdade de escolher seu próprio caminho, sem imposições ideológicas de qualquer lado.
A fala da primeira-dama, embora simples, continua gerando discussões e evidência o embate cultural e político que persiste no Brasil sobre o papel da mulher na sociedade moderna.
Desde o início do governo, Janja tem desempenhado um papel ativo na agenda presidencial, acompanhando Lula em compromissos nacionais e internacionais. No entanto, opositores questionam a justificativa para os altos custos dessas viagens, bancados pelo erário público.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a declaração da primeira-dama, afirmando que “parece que Janja nasceu mesmo foi para gastar dinheiro do pagador de impostos”. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) argumentou que “o Brasil enfrenta dificuldades econômicas, e a primeira-dama deveria ter mais cautela com os gastos, principalmente em tempos de ajuste fiscal”.
O economista e comentarista político Rodrigo Constantino, um dos principais nomes da direita no Brasil, ressaltou que “o ativismo de Janja não é o problema em si, mas sim o fato de que essa atuação tem sido bancada pelo contribuinte, sem qualquer tipo de transparência ou limite”.
As informações disponíveis sobre os gastos públicos relacionados às atividades da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, são fragmentadas e variam conforme as fontes. Relatórios indicam que, até dezembro de 2024, as despesas com sua equipe somavam aproximadamente R$ 1,2 milhão em viagens oficiais.
Especificamente, a participação de Janja na abertura das Olimpíadas em Paris, entre 25 e 29 de julho de 2024, acompanhada por uma comitiva oficial, resultou em gastos de pelo menos R$ 236 mil. Desse montante, R$ 147.079,36 foram destinados a passagens aéreas, R$ 46.586,54 a serviços de intérpretes e R$ 41.303,03 a diárias para os assessores. A primeira-dama não recebeu diárias nessa viagem. A comitiva ficou hospedada na Residência Oficial da Embaixada do Brasil em Paris, sem custos adicionais de hospedagem.
É importante destacar que algumas alegações sobre os gastos de Janja foram desmentidas. Por exemplo, afirmações de que as despesas pessoais da primeira-dama teriam alcançado R$ 63 milhões em dois anos foram classificadas como falsas. Essas cifras incorretas se basearam em informações distorcidas de eventos e viagens oficiais.
Portanto, embora existam dados específicos sobre determinados gastos, como a viagem a Paris, não há uma soma total oficial e consolidada das despesas públicas relacionadas às atividades de Janja até o momento.
Alguns pensadores conservadores questionam se o Brasil precisa de uma primeira-dama com papel tão ativo na política. O professor e escritor Luiz Felipe Pondé destaca que, em democracias consolidadas, a figura da primeira-dama costuma ter uma atuação discreta, sem grandes impactos financeiros para o Estado. “Não se trata de ser dona de casa ou não, mas sim de entender que um cargo que não é eleito não deveria ter influência sobre decisões governamentais ou demandar altos custos”, afirmou Pondé.
Por outro lado, defensores do governo argumentam que o protagonismo de Janja não é inédito. Figuras como Michelle Bolsonaro e Marcela Temer também tiveram participação ativa, ainda que em áreas distintas.
Outro ponto levantado por críticos é a falta de transparência nos gastos envolvendo a primeira-dama. O Tribunal de Contas da União (TCU) já foi acionado para averiguar despesas com viagens, hospedagens e segurança de Janja. O advogado e comentarista político Caio Coppolla criticou a postura do governo: “A pergunta que fica é: o que justifica esses gastos? Se há um benefício para o Brasil, por que não há uma prestação de contas clara?”.
A atuação da primeira-dama e os gastos públicos relacionados a ela continuarão sendo tema de debate entre governo e oposição. Enquanto aliados defendem o protagonismo de Janja como algo positivo, críticos cobram mais transparência e questionam se o custo de suas atividades é realmente justificável. O caso levanta uma discussão mais ampla sobre o papel das primeiras-damas e os limites do uso de recursos públicos para bancar suas agendas.
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