Estudo divulgado em seminário sobre saúde mental na Câmara dos Deputados mostra que, entre 2011 e 2024, um grupo de 205 comunidades terapêuticas foi avaliado e em todas as entidades foram encontradas violações de direitos humanos. O seminário, realizado nesta quinta-feira (27), foi promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial.
Carolina Lemos, do Mecanismo Nacional de Combate e Prevenção à Tortura, um órgão criado por lei federal e um dos autores do estudo, explica os achados do relatório.
“Em 100% das fiscalizações realizadas por órgãos do Estado, por órgãos públicos, em comunidades terapêuticas foram constatadas violações de direitos e/ou irregularidades. Então, a gente tem um quadro generalizado de violações de direitos, de privação de liberdade de pessoas em sofrimento mental e de irregularidades em relação ao que as comunidades terapêuticas poderiam fazer”, disse.
A promotora de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do Distrito Federal Luisa de Marilac afirma que falta regulamentação para vários tipos de internação nestes espaços, o que afeta de maneira acentuada as crianças e adolescentes.
“Quando essas medidas não estão vinculadas a processos criminais, infracionais, de responsabilização, e sim da área civil, o Conselho Nacional de Justiça ainda não regulamentou a respeito dessas decisões. Ou seja, a gente tem uma proliferação de decisões judiciais com determinação de internações que estão acontecendo, inclusive, em equipamentos que não compõem o Sistema Único de Saúde. Isso vem acontecendo no Brasil inteiro. E, na verdade, isso impacta fortemente no enfraquecimento da política antimanicomial e na reforma psiquiátrica”, afirmou a promotora.
Centros de Apoio Psicossocial
O coordenador da frente parlamentar, deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), criticou a existência destas instituições, chamadas de comunidades terapêuticas, que muitas vezes trabalham com castigos físicos e psicológicos, além da internação compulsória.
“E a reforma psiquiátrica via SUS, via Centros de Atenção Psicossocial, constitui, inclusive com previsão da nossa própria legislação, a saída para isso. Uma rede de atenção psicossocial baseada no cuidado, no território, com equipes multiprofissionais e tratando as pessoas com os direitos que elas verdadeiramente têm e com a dignidade que elas merecem”, disse.
A Lei da Reforma Psiquiátrica é de 2001. Em 2002, o Ministério da Saúde determinou a criação dos Centros de Atenção Psicossocial.
Câmara Comissão aprova regras para aumentar proteção de motoristas de aplicativo
Câmara Comissão aprova projeto que autoriza extensão de estágio após conclusão de curso superior
Câmara Comissão aprova inclusão de internet nas campanhas de prevenção à violência doméstica
Câmara Comissão aprova projeto que regulamenta práticas de humor terapêutico no SUS
Câmara Comissão aprova exigência de biometria e geolocalização para abrir micro e pequenas empresas
Câmara Comissão aprova projeto que facilita acesso de vítimas de violência doméstica ao Minha Casa, Minha Vida Mín. 13° Máx. 17°
Mín. 12° Máx. 25°
Tempo limpoMín. 17° Máx. 28°
Chuvas esparsas
Alípio Neto Convites esgotados reforçam sucesso da 11ª Feijoada Tamojunto em Campo Grande
Vereador Papy Papy promove almoço especial de Dia das Mães com sorteios e atrações musicais em Campo Grande
Vereador Herculano Borges Debate Público Maio Laranja reforça proteção à infância e mobiliza rede de enfrentamento à violência infantil em Campo Grande
Deputado Federal Rodolfo Nogueira ”Não vão me calar”, diz Rodolfo Nogueira após fala de Zeca do PT