Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, aponta que a epidemia está desacelerando. No auge da doença, na Semana Epidemiológica 12, foram contabilizadas 1.208 notificações da doença, enquanto na Semana Epidemiológica 25 foram registradas 92 notificações, uma redução de 92%.
Cabe enfatizar que o número de internações atingiu nesta segunda-feira (29) o menor volume desde que a epidemia foi confirmada. No auge da doença, os hospitais chegaram a superar a marca de 60 leitos ocupados por pacientes com Chikungunya e nesta segunda-feira (29) são 11 internações, sendo 8 no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Cassems e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie. “Esses números são resultados da política de enfrentamento adotada pela Prefeitura de Dourados em sintonia com o Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde”, enfatiza Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.
A Situação Epidemiológica atual apresenta os seguintes números: 9.954 notificações, com 5.272 casos prováveis, 4.822 casos confirmados, 4.682 casos descartados, e 450 casos em investigação, com Taxa de Positividade ficando em 50,7%. Entre a população indígena foram 3.178 notificações, com 2.363 casos prováveis, 2.185 casos confirmados, 810 casos descartados e 183 casos em investigação.
A análise integrada dos indicadores epidemiológicos e assistenciais da Chikungunya no município de Dourados demonstra que, embora o cenário ainda exija manutenção das ações de vigilância e controle, há evidências consistentes de desaceleração da epidemia e redução progressiva do impacto sobre a rede de saúde, indicando transição para fase de descenso epidemiológico.
A curva epidêmica de notificações evidencia que a transmissão apresentou crescimento acelerado entre as Semanas Epidemiológicas 9 e 12, período em que ocorreu a expansão mais intensa da circulação viral no município, culminando no pico epidêmico da semana, com 1.208 notificações. Após esse período, observou-se tendência geral de redução progressiva das notificações, apesar de oscilações pontuais esperadas em epidemias de arboviroses.
A curva de casos positivos por Chikungunya em Dourados demonstra comportamento compatível com o padrão epidêmico já identificado anteriormente nas notificações, internações e ocorrência de óbitos, reforçando a evidência de que o município atravessa atualmente uma fase de desaceleração da transmissão viral. A análise dos óbitos confirmados por Chikungunya em Dourados reforça a elevada magnitude e gravidade da epidemia vivenciada pelo município em 2026, especialmente no território indígena, que concentrou a maior parte das mortes registradas ao longo do período epidêmico. Dos 15 óbitos confirmados apresentados, 11 ocorreram em população indígena.
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