O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (18) que a prioridade defendida por ele é o avanço da anistia aos condenados do 8 de janeiro. Em meio à expectativa da apresentação de uma denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro pela participação dele em um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022, ele disse ter “zero” preocupações sobre isso. As declarações foram feitas após um almoço do ex-presidente com senadores da oposição.
“Prioridade para mim é anistia. Libertar essas pessoas que estão presas”, declarou Bolsonaro a jornalistas na saída do encontro.
Bolsonaro também disse considerar ter votos para aprovação do projeto, e relatou conversas com presidentes partidários, como Antônio Rueda, do União Brasil, e Gilberto Kassab, do PSD. Uma projeção de votos entre partidos não foi indicada.
“Hoje, o que eu sinto conversando com parlamentares, como do PSD, a maioria votaria favorável. Eu acho que na Câmara já tem quórum para aprovar a anistia”, destacou o ex-presidente.
Sobre a possível denúncia da PGR, ele disse estar tranquilo. “Eu não tenho preocupação nenhuma com as acusações. Zero”, afirmou, em outro momento.
Confirme apurou o R7, a PGR deve enviar a denúncia contra Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal) ainda nesta semana. A depender do que for apresentado, o ex-presidente poderá ser julgado por ações ligadas a tentativa de golpe — com etapas que ainda passam por análise do STF.
No ano passado, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outros no caso, o que eleva as expectativas para a denúncia.
O ex-presidente ainda defendeu uma proposta ligada à Ficha Limpa, que, entre pontos, propõe a redução do número de anos em que um político pode ficar inelegível. Atualmente, a lei impede que Bolsonaro concorra a uma eleição até 2030. Mudanças podem antecipar a participação dele.
“Por que que eu estou inelegível pela Justiça Federal? Por ter se reunido com embaixadores? A outra, porque discursou no 7 de Setembro, eu usei os meios do 7 de Setembro para falar para eleitores? Isso é motivo de inelegibilidade, ou eles querem negar a democracia me proibindo disputar a eleição? Estão com medo do quê?”, questionou.
A posição é a mesma em outros núcleos do PL. Em entrevista ao R7, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante–RJ defendeu uma mudança eleitoral ligada à Ficha Limpa para permitir a participação de Bolsonaro na disputa à Presidência da República em 2026.
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