A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) abriu quatro consultas públicas para ouvir a população sobre a oferta do medicamento pembrolizumabe como tratamento para câncer de pulmão, de esôfago, de mama triplo negativo e de colo do útero.
Essa imunoterapia já é oferecida pelo SUS no tratamento de melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo que se espalha para outros órgãos.
O pembrolizumabe é uma terapia avançada que estimula o sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células cancerígenas. Além de ter demonstrado grande eficácia, trata-se de uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional e, por isso, com menos efeitos colaterais aos pacientes.
O medicamento é produzido pela farmacêutica norte-americana MSD. Em março, no entanto, a empresa firmou parceria com o Instituto Butantan para que o laboratório público brasileiro passe a produzir a terapia para o SUS, diminuindo os custos de compra para o Ministério da Saúde.
Por enquanto, cerca de 1,7 mil pessoas com melanoma metastático recebem o remédio por ano, a um custo de R$ 400 milhões. Caso o medicamento seja incorporado para os outros quatro tipos de câncer, a previsão é de atender cerca de 13 mil pacientes por ano.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Em um parecer inicial, a Conitec recomendou que o medicamento não seja incorporado , considerando "as incertezas quanto à relação entre custo e benefício da tecnologia e nos valores estimados de impacto para o orçamento do sistema de saúde, além da expectativa de apresentação de uma nova proposta de preço para o pembrolizumabe".
O impacto orçamentário em cinco anos pode variar de R$ 2 bilhões a 3 bilhões. Nos relatórios técnicos disponibilizados para a população, a MSD argumenta que o medicamento tem aumentado a sobrevida dos pacientes, e que os usuários apresentam melhor resposta ao tratamento e melhor qualidade de vida.
Durante a consulta pública, a Conitec espera receber contribuições de profissionais e pacientes que tenham utilizado o pembrolizumabe e possam relatar detalhes do tratamento e do desfecho obtido.
Com essas contribuições, o colegiado vota se dará recomendação final favorável ou desfavorável à incorporação da medicação no SUS.
A participação na consulta pública pode ser feita até o dia 2 de junho, nos casos de câncer de esôfago e colo do útero, e até o dia 8 de junho nos casos de câncer de pulmão e mama. O formulário está disponível no site da Conitec .
Saúde Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no país
Saúde Brasil tem nova opção de tratamento para câncer de mama mais agressivo
Mato Grosso do Sul SES aplica 2,4 mil doses no primeiro fim de semana de drive-thru e prorroga vacinação até 24 de maio
Saúde Direitos tributários para PcDs e doenças graves são pouco conhecidos
Mato Grosso do Sul Solidariedade sobre rodas: ônibus do Hemosul aproxima doadores da rede de sangue em MS
Saúde Mobilização cobra tratamento e direitos de pacientes com fibromialgia Mín. 13° Máx. 17°
Mín. 13° Máx. 22°
Chuvas esparsasMín. 13° Máx. 22°
Tempo nublado
Alípio Neto Ao lado do pré-candidato à presidência da República Augusto Cury, Lídio Lopes assume Avante em MS e evento reforça articulação política para 2026
Deputado Federal Rodolfo Nogueira Rodolfo Nogueira apresenta moção de aplausos ao BOPE de MS por combate ao crime organizado em Sonora
Vereador Herculano Borges Debate Público Maio Laranja reforça combate ao abuso infantil e mobiliza rede de proteção em Campo Grande
Deputado Gerson Claro Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel