A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) realizou, nesta sexta-feira (17), a 4ª edição do Festival da Cultura Indígena, reunindo representantes das 24 aldeias urbanas de Campo Grande em uma celebração das tradições dos povos originários.
Com apresentações de danças típicas, culinária tradicional como o hihi, prato do povo Terena e exposição de artesanato, o evento destacou a riqueza cultural e os saberes ancestrais. A programação incluiu pintura corporal e a participação do Miss e Mister Indígena 2025.

Promovido pela Superintendência de Direitos Humanos (SDHU), o festival integrou as ações do mês dedicado aos povos originários e reforçou a importância da inclusão e visibilidade para os mais de 18 mil indígenas que vivem na Capital.
A secretária de Assistência Social e Cidadania e vice-prefeita, Camilla Nascimento, destacou o reconhecimento da história e da resistência dos povos indígenas.
“Nós gestores aprendemos muito com todos vocês, por isso trabalhamos para garantir dignidade e dar voz aos povos originários. Vocês nos ensinam o valor da nossa terra e a preservar essa riqueza. Falar da cultura indígena é reconhecer um presente vivo e a identidade que está em cada um de nós.”

A superintendente de Direitos Humanos da SAS, Priscilla Justi, ressaltou o objetivo de ampliar a presença das pautas indígenas nas políticas públicas. “A nossa intenção é mostrar respeito e dar visibilidade, com o compromisso de incluir as demandas dos povos indígenas em todas as políticas públicas.”
O subsecretário estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Davidson Silva, também destacou a importância da iniciativa. “É fundamental abrir um espaço institucional como este para divulgar a cultura desses povos, que precisa chegar a todos os espaços.”

O evento também se consolida como espaço de preservação da memória e transmissão de saberes entre gerações. A artesã terena Suiani Marques Cândido destacou a importância dessa continuidade. “Tudo o que eu trouxe aprendi com minha avó e fico feliz em ter a oportunidade de mostrar às pessoas nossas tradições.”
Já a presidente da Associação das Mulheres Artesãs do Noroeste, Hélida Fátima Júlio Antônio, reforçou o papel dos eventos culturais na valorização da cultura indígena. “Quero passar para a nova geração a importância de trabalhar pela divulgação de nossas tradições.”

Além da valorização cultural, a SAS desenvolve ações voltadas às comunidades indígenas, como emissão de documentos, campanhas de vacinação, produção de materiais educativos em língua Terena e a implantação de serviços itinerantes de atendimento em saúde.
Participaram do festival lideranças indígenas, caciques e representantes do poder público municipal e estadual, reforçando o compromisso com a promoção de direitos e a autonomia das comunidades indígenas em Campo Grande.
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