O podcast Business Rock, apresentado por Sandrão, recebeu Arnaldo Brandão — considerado um dos precursores do rock’n’roll no Brasil — para uma edição especial que marca os 70 anos do rock nacional e celebra 50 anos de carreira. Mais do que uma entrevista, o episódio é um mergulho na história viva da música, transmitido em múltiplas plataformas e países, alcançando milhões de ouvintes e reforçando o papel do gênero na cultura brasileira.
Segundo o livro "O Calendário do Rock Brasileiro", lançado em 2025 e citado pelo portal Rock On Board, o gênero completa sete décadas de história, desde os pioneiros Bob Bolão e Ronnie Cord até movimentos como Jovem Guarda, Tropicália e o rock dos anos 80. O levantamento reúne mais de 1.800 efemérides, incluindo festivais, álbuns e episódios marcantes. No mercado atual, o Ecad distribuiu R$ 1,7 bilhão em direitos autorais em 2025, com crescimento de 10% em relação a 2024. O streaming já representa um terço da arrecadação, consolidando o Brasil como uma das maiores potências de consumo musical do mundo.
Trajetória marcada por muitas histórias
Nesse contexto de crescimento do estilo musical no país, Arnaldo relembrou momentos que marcaram sua trajetória: dos palcos com Caetano, Gal Costa, Raul Seixas e Cazuza às noites londrinas, quando morou com Mick Taylor, guitarrista dos Rolling Stones, e mergulhou na cena explosiva da Inglaterra dos anos 70. Essa vivência internacional ampliou sua visão artística e influenciou diretamente sua obra no Brasil.
Entre suas criações, destacou "Totalmente Demais", composta com Robério Rafael e Tavinho Paes, e originalmente gravada pela banda Hanoi Hanoi. A canção ganhou nova vida com a versão de Caetano Veloso e foi regravada por artistas como Anitta. "A música é como um espelho do tempo. Ela volta, se reinventa e continua a emocionar novas gerações. Esse ciclo mostra que o rock brasileiro nunca morreu, apenas mudou de forma", afirmou o artista.
Sobre os impactos da inteligência artificial na música, Arnaldo foi direto: "A IA pode criar composições complexas em segundos, mas a música é feita de alma. O risco é transformar a profissão em algo em extinção". Ao final da entrevista, em tom bem-humorado, reagiu a uma composição criada por San Claude e aprimorada por diversas inteligências artificiais — uma homenagem especial preparada pelo apresentador Sandrão: "Sou obrigado a dizer que gostei". A frase resume sua ambivalência diante da tecnologia.
Arnaldo também falou sobre sua convivência com Raul Seixas. "Raul era um gênio que misturava humor, dor e criatividade. Trabalhar com ele foi entender que o rock brasileiro é feito de intensidade e contradições". Ao comentar sobre sua parceria com Cazuza, acrescentou: "Cazuza escrevia como quem queimava a vida em cada verso. ‘O Tempo Não Para’ nasceu da urgência de deixar um legado, mesmo diante da doença".
Figuras históricas no debate contemporâneo
No decorrer do programa, Sandrão ressaltou a relevância de trazer figuras históricas para o debate contemporâneo. "Arnaldo é um ícone que atravessou gerações. Ouvir suas histórias é entender como o rock brasileiro se construiu e como pode se reinventar diante das mudanças tecnológicas".
O episódio reforçа o papel do Business Rock como espaço de memória e inovação cultural, celebrando o legado e apontando caminhos para o futuro do gênero. Ao finalizar a conversa, Arnaldo aproveitou para anunciar novos projetos com Frejat e Tavinho Paes, além de shows programados para Rio de Janeiro (RJ) e Joinville (SC).
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