A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 15% dos adultos em idade ativa convivam com algum transtorno mental. Dados mais recentes, divulgados em setembro de 2025, indicam que pelo menos 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo.
Considerando apenas depressão e ansiedade, estima-se um custo indireto de aproximadamente US$ 1 trilhão por ano à economia global. Nesse contexto, discussões sobre saúde mental passaram a aparecer com mais frequência em ambientes sociais, profissionais e culturais.
Em Tudo em órbita, livro escrito por Camille Labanca e lançado de forma independente em março de 2026, a temática surge sem jargões, mas como vida prática, com seus excessos e vivências que fazem parte das estruturas sociais nas quais as mulheres costumam se inserir.
Um livro sobre o cotidiano não comentado Organizado em três partes — "Órbitas seculares", "Centro gravitacional" e "Atlas do desafogo" — o livro não segue o formato tradicional de poesia nem se posiciona dentro do gênero de autoajuda.
A autora define a proposta da obra como uma tentativa de registrar experiências emocionais comuns da vida cotidiana. "Prosa poética fragmentada que tenta dar conta de tudo o que costuma ficar preso na garganta: amor, desamor, solidão, medo, culpa e a não tão incrível experiência de viver sob pensamentos acelerados", afirma.
A partir de relatos pessoais, a narrativa aborda o que a autora descreve como uma forma de "pedagogia da contenção emocional".
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2022, indicam que mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens aos cuidados de outras pessoas. A Organização Mundial da Saúde também aponta que a depressão afeta globalmente 6,9% das mulheres adultas, em comparação a 4,6% dos homens.
Segundo Labanca, essas experiências aparecem no livro como parte do cotidiano. "São as tarefas invisíveis e permanentes que nos esgotam. O trabalho não é bem executado quando não se dorme direito há quase uma semana; a rotina de não decepcionar os outros, mesmo quando quem está decepcionada somos nós; o aprendizado de esconder narrativas tristes ou negativas para sorrir e ser uma boa companhia", afirma.
A autora acrescenta que a publicação busca ampliar o diálogo sobre esses temas. "Escrevi e publiquei porque essa história é minha, mas não somente. Acredito que, quanto mais falarmos sobre esses temas, maiores serão as chances de mudar essas trajetórias e julgamentos."
O livro também menciona o conceito de ansiedade funcional. De acordo com o Pathlight Mood and Anxiety Center, instituição localizada em Denver, nos Estados Unidos, o termo descreve um quadro de "alto funcionamento que permite aos indivíduos se destacarem em suas vidas pessoais e/ou profissionais enquanto lidam com preocupações persistentes, excesso de pensamentos, perfeccionismo e sintomas físicos, como tensão muscular".
O caos da rotina como elemento narrativo Ao longo da obra, experiências emocionais como dor, angústia, afeto e imperfeição aparecem associadas a situações cotidianas e rotinas urbanas.
A autora afirma que o livro busca registrar essas vivências de forma simultânea, sem restringi-las a interpretações exclusivamente positivas ou negativas. Nesse sentido, a narrativa apresenta episódios pessoais como forma de refletir sobre relações sociais e expectativas associadas ao desempenho individual.
Nesse contexto, Tudo em órbita propõe uma reflexão sobre como experiências emocionais individuais podem dialogar com dinâmicas coletivas presentes na vida contemporânea, especialmente em ambientes urbanos e profissionais marcados por cobranças constantes de produtividade e desempenho.
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