Durante a sessão plenária desta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), os deputados Pedro Kemp (PT) e Zé Teixeira (PSDB), 2º secretário e 2º vice-presidente da Casa de Leis, respectivamente, debateram a redução da jornada de trabalho, no Brasil. Pedro Kemp foi o primeiro utilizar na tribuna para defender o debate que acontece no Congresso Nacional. “É uma prioridade do Governo Lula em 2026 a redução da jornada de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras, uma tendência mundial, queremos o fim da escala 6x1 aqui no Brasil, há hoje um debate para aprovar a escala 5x2, os cinco dias trabalhados e dois de descanso para a classe trabalhadora. O Brasil tá preparado para implantar essa nova escala”, informou.
“Estudos socioeconômicos e experiências práticas de empresas que mostram que a redução da jornada gera mais qualidade de vida para o trabalhador, melhorando sua saúde física e mental, garantindo mais tempo de convivência com a família para o lazer e outras atividades e que isso se converte em melhoria e aumento da produtividade dos trabalhadores”, elencou o deputado Pedro Kemp.
Pedro Kemp destaca a importância da aprovação da redução da escala 6x1. “Essa medida será especialmente importante para as mulheres trabalhadoras, já que a grande maioria cumpre dupla jornada de trabalho, realizando atividades em casa e no cuidado com a família. Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas [IPEA] mostram que 44 milhões de trabalhadores, com carteira assinada no Brasil, 75% tinham um contrato de mais de 44h por semana. Sei que há posicionamentos contrários, entidades, empresários, industriais, que afirmam gerar custos bilionários para o País, inflação e provocará demissões”, concluiu Kemp.
O deputado Zé Teixeira também abordou o assunto na tribuna. “O capital nunca anda separado do trabalho, quem não trabalha não terá capital, o capital é para comprar o trabalho de quem quer vender o trabalho. Nos Estados Unidos da América é pago por hora o trabalho. Iniciei minha vida também como empregado. É evidente que a pessoa que trabalha 44h como professora, que se ela tiver 36h trabalhando, ela poderia utilizar as 8h restantes em uma escola particular, porque na minha opinião, quanto mais você trabalha, mais você ganha, não anda separado o capital do trabalho, a lei é perversa delimita”, considerou.
“Há mais de dez anos eu não entro em banco, agências fecharam, postos de trabalho, porque eu faço tudo pelo aplicativo. Outros lugares também caminham para essa realidade, por ser tudo feito online. Essa lei vai limitar o trabalhador, e tal discussão só cabe ao cabe ao empregador. Isso só existe num país emergente como o nosso, num país de 1º mundo, a pessoa trabalha o quanto ela quer. O que não podemos é ter uma lei para pagar por uma pessoa não está produzindo. Não sou contra, acho que a pessoa deve trabalhar menos, desde que queira, o que acho é que não deve ser imposto por lei”, concluiu o deputado Zé Teixeira.
Projeto
O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou ontem (3), durante a II Conferência Nacional do Trabalho (CNT), que o Governo Federal pode enviar um projeto de lei com tramitação de urgência ao Congresso Nacional, sobre o fim da jornada 6x1.
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