Aumento da circulação de pessoas e da produção de lixo exige atenção redobrada da população para evitar criadouros do mosquito
Enquanto os blocos se organizam e as cidades entram no ritmo do Carnaval, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça que a folia pode — e deve — caminhar junto com a prevenção. Seja para quem vai aproveitar os dias de festa nas ruas ou para quem escolheu descansar em casa, o cuidado com o ambiente é fundamental para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika.
Com o aumento da circulação de pessoas e da produção de resíduos durante o período festivo, a SES alerta para a importância do descarte correto do lixo e da eliminação de recipientes que possam acumular água parada. A medida é essencial para reduzir os riscos de formação de criadouros do mosquito.
De acordo com a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o período exige atenção redobrada da população. “Com a chegada do Carnaval, é importante que a população redobre os cuidados, tanto quem for viajar ou aproveitar a folia quanto quem optar por ficar em casa. Pedimos atenção especial para evitar o descarte irregular de lixo e não deixar recipientes com água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Pequenas atitudes fazem toda a diferença na proteção da saúde de todos”, destaca.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, reforça que o enfrentamento das arboviroses depende da mobilização coletiva. “O Carnaval é um momento de celebração, mas também de grande circulação de pessoas. Precisamos unir esforço do poder público e da população para impedir o avanço da dengue. A prevenção é contínua e deve fazer parte da rotina, inclusive durante o período festivo”, afirma.



Para quem vai cair na folia, a orientação é simples: utilizar as lixeiras disponíveis nos locais de festa e evitar deixar copos, garrafas e embalagens espalhados em ruas, praças e terrenos baldios. Objetos descartados de forma irregular podem acumular água da chuva e se transformar em ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti.
O coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, chama a atenção para o impacto direto do lixo descartado incorretamente. “Uma simples lata ou copo plástico jogado na rua pode se transformar em um criadouro em poucos dias. O mosquito se desenvolve rapidamente, e cada recipiente com água parada representa um risco. Por isso, a colaboração da população é essencial para evitar novos focos”, explica.
Já para quem permanecer em casa, o feriado pode ser uma oportunidade para vistoriar o quintal e o interior da residência. A SES recomenda verificar calhas, ralos externos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas, caixas d’água e qualquer outro recipiente que possa reter água. A limpeza regular e a vedação adequada desses locais são medidas eficazes no controle do vetor.
A Secretaria reforça que mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares, o que torna a participação da população decisiva no enfrentamento das arboviroses. “O controle do mosquito começa dentro de casa. Quando cada morador faz a sua parte, conseguimos reduzir significativamente os índices de infestação e proteger toda a comunidade”, complementa Larissa Castilho.
A folia acontece, mas a prevenção não pode ficar de lado. O combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada e começa com atitudes simples no dia a dia.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Arquivo/SES
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