O governador Eduardo Riedel participou nesta segunda-feira (2) da apresentação técnica da Rota da Celulose. Esta nova modelagem rodoviária dispõe de tecnologia, modernidade e flexibilidade, sendo possível novos investimentos caso haja aumento no fluxo do tráfego. O objetivo da parceria público-privada é impulsionar o desenvolvimento do Estado e dar segurança ao usuário.
A apresentação foi feita pelo consórcio 'Caminhos da Celulose', responsável por operar trechos das seis rodovias - MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267 - durante o período de 30 anos. A concessão prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a despesas de capital e R$ 3,2 bilhões a custos operacionais.
“Este contrato é uma mudança de competividade e transformador. Uma nova modelagem com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Uma mudança de modelo e de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado”, afirmou o governador.

Riedel destaca que esta “nova modelagem” é moderna, nasce tecnológica, com responsabilidade social e ao meio ambiente. “Vai dar mais segurança aos usuários e o contrato não é estagnado, o que permite ao longo do processo avançar em investimentos em trechos específicos, em função do nível e aumento de tráfego”.

Elaborado pelo Governo do Estado, por meio da EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), a Rota da Celulose tem expectativa do Governo do Estado é beneficiar 1,2 milhão de pessoas, com garantia de mais segurança aos usuários das estradas, instalação de pontos de parada e descanso, câmeras e ambulâncias à disposição.
“O que no final nós buscamos é atender as pessoas, dando conforto, segurança aos usuários das nossas rodovias. Serviço de qualidade. O setor privado traz capital, eficiência, inovação e expertise, com melhorias na vida do cidadão, sendo um ciclo virtuoso para economia, geração de empregos”, disse a secretária especial do EPE, Eliane Detoni.

Apresentação
O diretor-presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno, fez a apresentação das atividades previstas, inovações e até o cronograma dos 100 primeiros dias de trabalho, dando destaque a modernização e uso de sistemas tecnológicos para a operação do projeto.
“O projeto vai trazer desenvolvimento não apenas para região Leste, para todo Estado e ao Brasil. Ele será capaz de fazer frente a este corredor logístico estratégico. Fornecendo a facilidade do escoamento da produção agrícola, motivando a competitividade do Estado e a integração regional. A concessão nasce na concepção que é preciso investir em obras, com duplicações, terceiras faixas, acostamentos, restauração do pavimento, assim como presença, cuidado, comunicação e tecnologia”.
Entre as inovações está o sistema em “free flow”, que é um pedágio sem barreira, que vai permitir mais fluidez, redução de emissão de CO2 (fluxo contínuo) e também a segurança viária. Outro foco será a conectividade, com comunicação contínua, dispondo de 484 câmeras - uma câmera a cada 1.8 km - rodovias 100% monitoradas, sensores de pista para avaliação de tráfego e sistema de controle de velocidade.

Para os primeiros 100 dias o pacote de serviços disponíveis estão mais de 2,1 milhões metros quadrados de roçada, 22,5 mil metros quadrados de sinalização horizontal, 490 metros quadrados de sinalização vertical, mais de 5 mil unidades de taxas refletivas, 100 km de limpeza de drenagem, remoção lixo e entulho mais de 10 mil kg e reparo emergencial de pavimento em mais de 150 km.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou que a concessão é uma parceria de sucesso entre o Estado, União e iniciativa privada. “Estamos diante de projetos bilionários na região e não há nada mais importante que a logística. Hoje precisamos de parcerias público-privada e um modelo regulador estratégico que permita flexibilidade. Ninguém faz nada sozinho e precisa promover um trabalho em parceria”.

Contrato
O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas obras de artes especiais de engenharia. A Rota da Celulose contará com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.
A rota passa pela região central e neste do Estado, contemplando os municípios de Água Clara, Anaurilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.
Expectativa do Governo do Estado é beneficiar 1,2 milhão de pessoas, com garantia de mais segurança aos usuários das estradas, instalação de pontos de parada e descanso, câmeras e ambulâncias à disposição.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm
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